Alienação e insignificância: o trabalho na modernidade líquida – Modernidade Líquida – Zygmunt Bauman

Com a crise econômica no Brasil acirrou-se em nossa sociedade a problemática do emprego.

Terceirização, funcionários freelancers internos, pessoas trabalhando pela metade do salário que lhe caberia e pessoas desesperadas; uma situação que sempre foi ruim se tornou muito pior.

Segundo Zygmunt Bauman os desastres na modernidade líquida acontecem aleatoriamente não há lógica para a escolha de suas vítimas.

O presente é uma incerteza, dividindo os trabalhadores ao invés de uni-los. Não há interesse comum.

No conceito fordista de produção (modernidade sólida) o trabalhador programava sua vida, sabendo até o valor da sua aposentadoria.

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Sistema fordista de produção. 

Já o trabalhador atual não sabe onde estará empregado amanhã, não estabelece laços duradouros com colegas de trabalho e nem com a empresa, esse cenário gera ansiedade e depressão.

Bill Gates é o exemplo de capitalista pós-moderno, ele não se apega aos negócios e seus investimentos são sempre fluídos. Seus produtos surgem rapidamente e desaparecem com a mesma agilidade.

Resultado de imagem para Bill Gates As únicas grandes companhias que conseguirão ter êxito são aquelas que consideram os seus produtos obsoletos antes que os outros o façam.

Em comparação Rockfeller, modelo de capitalista antigo, buscava ser proprietário de petrolíferas, prédios, máquinas e estrada de ferro, todos seus investimentos eram projetados para o longo prazo.

Com essa nova lógica do capitalismo os laços sociais são corroídos, gerando uma crise de sociabilidade, coisas passam a ser mais valorizadas que homens.

A alienação provocada por esse modelo de trabalho gera uma precarização das pessoas em sua totalidade.

Tudo passa a ser fluído e considerado sem importância, a consciência de classe e a necessidade de luta por melhores condições desapareceram.

O abandono e o silêncio da sociedade frente aos problemas coletivos colaboram para a piora de um quadro social que já era muito ruim.

Enquanto isso, o capitalismo se desenvolve em direção a criação de mais insignificância. alienação e produção de desempregados.

Fontes:

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar. 2001

DEJOURS, Christophe, Bègue Florence. Suicídio e Trabalho. O que fazer? Brasília: Paralelo 15, 2010.

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3 comentários sobre “Alienação e insignificância: o trabalho na modernidade líquida – Modernidade Líquida – Zygmunt Bauman

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