Resenha filme: Blue Jasmine – Woody Allen (Contém spoilers)

O filme começa com Jasmine em um avião, falando sem parar sobre sua vida com uma senhora, que ela conheceu no voo.

A protagonista desembarca em São Francisco e nesse ínterim percebemos que ela tem um estado mental perturbado. Ao chegar no apartamento da irmã Ginger, fica explícito que Jasmine desaprova completamente o local. Quando sua irmã chega, com seus filhos aparece o contraste extremo entre as duas.

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Cate Blanchett como Jasmine. 

Jasmine desaprova de cara o namorado da irmã, chamado Chili, por considerá-lo um loser. Ela destila um ar aristocrático e olha em tudo a sua volta com superioridade, que na verdade é inexistente.

Conforme a história de desenrola compreendemos que a protagonista era casada com uma pessoa extremamente rica, que na verdade era um corrupto. Seu esposo mantinha várias amantes e deu um golpe no ex-marido de Ginger.

Jasmine era na verdade uma personagem criada por Jeannete, a pessoa real (ela muda de nome inclusive).

Compreendemos no decorrer da trama que as irmãs foram adotadas e que Jasmine sempre foi mais valorizada pelos pais por ser mais bonita (diziam que ela tinha os genes melhores). Possivelmente, os pais da protagonista não contribuíram para que a mesma desenvolvesse uma personalidade sólida.

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A identidade de Jeannete (Jasmine) era fundida na personagem socialite que ela construiu. Quando tudo termina, o marido vai preso, se suicida e sua fortuna acaba, a psiquê da mulher começa a se fragmentar.

Ela não tinha um “eu” sólido e uma base para atravessar os percalços da vida e absorver tudo como aprendizado.

Durante o filme eu tive pena de Jasmine, pois nitidamente ela era uma pessoa perdida e extremamente triste. Nunca se deu conta de que vivia uma fantasia e que tudo ao redor dela era vazio de sentido.

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Woody Allen sempre faz um trabalho primoroso de edição, trabalhando com fotografias lindíssimas. 

Os amigos nunca foram de verdade, pois todos sumiram depois da tragédia, o esposo era um golpista, charlatão e a riqueza nunca foi real. Na essência ninguém daquele meio era concreto, todos viviam de suas personagens criadas.

Woody Allen sempre cria personalidades complicadas e tem o talento de tratar temas pesados com um certo humor. Em muitos momentos trágicos, você ri de como as coisas são apresentadas.

Filme muito bom e que te fará refletir muito!

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