Resenha: Documentário Audrie & Daisy – Boni Cohen e Jon Shenk

O documentário é completamente enervante e transmite um sentimento de indignação do começo ao fim.

O documentário narra a história da violência sexual e bullying virtual, sofrida pelas jovens Audrie e Daisy, ambas moram em regiões diferentes dos Estados Unidos, mas passaram por situações bem parecidas.

Os cineastas circulam em diferentes cidades norte-americanas, fazendo entrevistas, utilizando interrogatórios com imagens fornecidas pela polícia, filmagens originais de reportagens e entrevistas animadas, para proteger a identidade dos rapazes.  As vozes dos jovens são bem hesitantes e eles tem uma atitude passiva em relação as perguntas, depois descobrimos que faz parte do cumprimento da pena, fornecer depoimento para os cineastas.

Audrie Pott foi dopada com bebida alcoólica em uma festa e ficou desacordada. Quando acordou viu que estava toda “desenhada” com caneta marca-texto. Desenharam pênis em sua genitália e escreveram xingamentos como vagabunda (que foi o mais leve) em seu corpo. Se não bastasse isso, os rapazes tiraram fotos dela e veicularam na internet. Ela sofreu uma série de ofensas e sofreu horrores com isso.

Daisy e sua amiga de 14 anos foram convidadas para irem a uma festa e chegando lá, foram também dopadas com bebidas e estupradas. Ambas foram xingadas pelo Facebook, como se a responsabilidade fosse delas!

O sentimento que tive quando apareceram as mensagens do bullying virtual, foi: “Gente!! Não pode ser real!! Mas, foi verdade, infelizmente não é obra de ficção. Lembramos das pessoas e mulheres inclusive, tirando selfie com o goleiro Bruno. Pois é, muitas pessoas culpam as vítimas e isso não é uma realidade só norte-americana, mas também é  nossa.

Posteriormente, os cineastas fizeram entrevistas com as autoridades, perguntando porque os jovens foram soltos. Ele disse que a prioridade era o futuro dos meninos, que não deveria ser arruinado pelas acusações.

A impressão que me passou tudo isso foi, que se você for menino e errar haverá sempre uma explicação “meninos são meninos”, também haverá um esforço coletivo para que você tome um caminho correto. Porém, se você for menina e errar, ah, possivelmente te jogarão na cova dos leões.

Trailer:

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