Resenha Livro: Uma criatura dócil – Fiódor Dostoiévski

Fiodor Dostoiévski foi um escritor, romancista e jornalista russo considerado um dos maiores escritores de todos os tempos. Ele é autor de obras importantes como: Crime e Castigo, Memórias do Subsolo, Irmãos Karamázov e O Idiota.

Uma criatura dócil é uma short story, que nos conta o drama de uma moça, que nem nome tem, através do seu marido, que é o narrador.

A história se inicia quando o esposo chega em casa e encontra sua mulher morta – ela se suicidou. Ele está extremamente perturbado e ainda não conseguiu juntar os pensamentos e nem perceber o que a levou a isso.

O narrador começa nos contando a respeito de sua esposa. Uma menina empobrecida, que entra com frequência em sua loja de penhores, afim de penhorar pequenas jóias, que ela havia herdado de seus pais. Usando-se da fraqueza financeira da moça, que estava em uma situação miserável, o agiota se coloca como o salvador da jovem, ao propor-lhe casamento.

Ela estava prometida a um senhor gordo de cinquenta anos, era órfã e maltratada por suas tias, que a tinham por serva. Nesse contexto, o narrador viu em uma pessoa enfraquecida, a possibilidade de roubar-lhe a vida, se impondo como um mandatário de seus sentimentos.

O tirano enfrenta dificuldades, pois as coisas não saem como o premeditado. A jovem começa a tratá-lo com desdém e se silencia.

O desprezo da moça é capaz de criar as mais profundas amarguras no marido. Ele chega a beijar-lhes os pés, mas já era tarde.

O casamento se torna cada vez mais infeliz e a jovem passa a visitar Iefímocitch,conhecido do marido da época do Exército. Ela descobre o porque dele ter sido expulso da corporação. O narrador teve medo de participar de um duelo.

Esse fato demonstra o caráter frágil do marido. Ele precisava de alguém ao seu lado, que o fizesse sentir-se superior e viu na moça desprovida de riquezas e com apenas dezesseis anos,  uma possibilidade.

Em um determinado momento ele acorda com a esposa apontando-lhe uma arma, porém ela não atira. O narrador a fim de ter poder e domínio acaba dominado.

Depois de planejar uma viagem com a esposa, o narrador chega em casa e encontra a jovem morta. Em um profundo desespero para ter domínio sobre si mesma ela apela, tirando sua própria vida.

David Grossman, escritor israelense, julgou-a “uma das mais vigorosas novelas de desespero da literatura mundial”. A obra também já foi comparada à pequenas tragédias de Púchkin.

Uma criatura dócil mostra mais uma vez a maestria de Dostoiévsky em lidar com temas tão caros a alma humana, como poder, submissão e domínio do outro.

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Foto de Fiódor Dostoiévski.
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