Resenha Filme: O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno) – Guilhermo del Toro

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Poster do filme. Imagem de divulgação. 

Guilhermo del Toro é um cineasta e escritor mexicano. Escreveu livros importantes como: The Strain, The Fall, The Night Eternal e Trollhunters.

O referido filme ganhou prêmios importantes como o Goya melhor longa espanhol e foi escolhido para representar o México no Oscar, como a melhor película de língua estrangeira.

A protagonista é uma menina de 13 anos chamada Ofélia, que começa a história, fazendo uma viagem de carro com sua mãe Carmen, que está gestante de um importante capitão do exército, com quem se casou recentemente.

Ofélia é uma leitora voraz de contos de fadas, transitando em dois mundos, na fantasia e na realidade.

A personagem, que protagoniza o filme, foi baseada em Dom Quixote, que também lia romances, no caso de cavalaria e acreditou ser um cavaleiro. A diferença é que Dom Quixote mergulhou completamente no mundo da fantasia, enquanto Ofélia transitou entre a realidade e a ficção.

Ambas personagens tem em comum o fato de encontrarem na literatura uma maneira de resolver seus conflitos internos.

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Ofélia entra em um mundo paralelo, o mundo do inconsciente. Imagem de divulgação. 

Guilhermo del Toro utilizou do realismo fantástico para compor a história. O movimento literário surgiu na América Latina como uma resposta à literatura fantástica europeia. Essa estética teve seu ápice no período de 1960 e 1970, servindo como uma crítica aos regimes ditatoriais.

Além disso a referida escola trata da convivência na sociedade de elementos da ultra tecnologia com a superstição. A fusão do homem com a máquina não anulou o pensamento místico.

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Ofélia encontra um lugar que lhe chama a atenção. O mundo não é reduzido ao que é aparente. Imagem de divulgação. 

Carmen e Ofélia chegam até uma base do exército e conhecemos o capitão Vidal. Somos então, apresentados à uma triste realidade.

O contexto histórico da narrativa é a Guerra Civil Espanhola, que foi deflagrada após uma tentativa de golpe de estado do exército contra a Segunda República Espanhola.

“A Guerra Civil Espanhola foi muitas vezes retratada como um choque entre esquerda e direita, mas trata-se de uma simplificação enganosa. Surgiram dois outros eixos de conflito: o centralismo estatal contra a independência regional e o autoritarismo contra a liberdade do indivíduo. As forças nacionalistas da direita eram muito mais coesas porque, com poucas exceções, combinavam três extremos coesivos. Eram ao mesmo tempo direita, centralistas e autoritários. A República por outro lado era um caldeirão de incompatibilidades e suspeitas mútuas, com centralistas e autoritários, enfrentando a oposição de regionalistas e libertários.” Antony Beevor. A Batalha pela Espanha.

Os militares venceram com a utilização da tática da Blitzkrieg ou guerra-relâmpago é uma tática militar em nível operacional que consiste em utilizar forças móveis em ataques rápidos e de surpresa, com o intuito de evitar que as forças inimigas tenham tempo de se defender.

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Hitler com o ditador fascista espanhol Francisco Franco. 

Todos conhecem o famoso quadro de Picasso, “Guernica”, que representa o bombardeio sofrido na cidade de mesmo nome, em 1936, pela Luftwaffe, já sob o comando de Hitler, que apoiava o regime de Franco.

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Pablo Picasso. Guernica, 1937. Museu Nacional de Arte Reina Sofia. 

Dentro desses aspectos, quando Ofélia e Carmen chegam ao acampamento conhecemos a personagem do capitão Vidal. A mãe da garota havia se casado com o militar e estava grávida dele.

Vidal é a encarnação do fascista ideal: Disciplinado, obediente, meticuloso e frio. Matava sem piedade qualquer um de quem desconfiava.

A governanta de Vidal – Mercedes é uma espiã, que na verdade pertence à guerrilha. Ele não desconfia dela, pois como é muito machista não acredita que mulheres possam ser perigosas.

Enquanto isso, Ofélia entra em um mundo paralelo e encontra um fauno, que sugere que ela é uma princesa perdida de um belo mundo interior. Transitando entre mundo do inconsciente e do consciente a menina convive também com o medo de perder a mãe, que está com risco de morte.

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Ofélia encontra o Fauno. Guilhermo del Toro utiliza-se de cores sombrias, remetendo a estética dos livros de contos de fadas antigos. Imagem de divulgação. 

A missão da menina envolve uma jornada complexa com monstros, labirintos e o cumprimento de etapas.

Podemos entender que Ofélia pode ser o símbolo da Espanha, uma heroína que precisa revisitar o passado, para poder renascer em um outro mundo.

Fica a dica de um filme incrível!!

Referência: http://www.museoreinasofia.es/en

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Várias frentes lutavam contra o fascismo na Espanha. 

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