A Mulher mais odiada dos Estados Unidos – Tommy O´Haver e Irene Turner

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O filme narra a história da ativista ateia Madalyn Murray O’Hair. Tudo começou quando ela, descrente convicta, processa o Estado para retirar a oração do Pai Nosso das escolas públicas.

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Madalyn luta para que a oração do Pai Nosso fosse retirada das escolas públicas. 

O caso ganha notoriedade e vai parar na Suprema Corte Americana e a protagonista sai vitoriosa.

Nesse ínterim, Madalyn decide abrir uma ONG chamada Americanos Ateus e a partir disso, ela começa a ser intensamente perseguida.

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O filme trabalha em duas vertentes, a vida de Madalyn e sua luta para transformar o Estado norte-americano de fato em um Estado laico e seu sumiço na década de 80.

Madalyn tinha uma personalidade forte e autoritária, as pessoas que conviviam com ela, aparecem no filme como simples adendos.

Por exemplo, seu filho Bill quando se tornou adulto quis largar a luta anti-cristã, para poder criar em paz sua filha. No entanto, a protagonista utilizou-se de chantagem emocional para poder ter seu filho por perto.

Isso transforma-se em uma catástrofe. Bill se torna alcoólatra e passa a frequentar os Alcoólicos Anônimos e começa a crer em Deus. Talvez, sempre tenha sido crente, mas com uma mãe opressora por perto, a sua personalidade pouco se desenvolveu.

Madalyn vivia cercada pela neta e pelo outro filho. Ambos tem suas presenças completamente apagadas, vivem como um anexo da protagonista.

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No filme o filho e a neta tem personalidades apagadas. 

Os programas de televisão adoravam promover debates entre a protagonista e pastores, dentre eles o famoso Billy Grahan. Isso a tornava cada vez mais odiada nos Estados Unidos, mas em contra partida sua ONG, se tornava cada vez mais rica.

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Madalyn e Billy Grahan em um programa de tevê. 

Em um momento, Billy Grahan a agradeceu, pois cada vez que ela rasgava a Bíblia na tevê, sua igreja ganhava mais fiéis. A verdade era, quanto mais ela batia, mais crescia o número de evangélicos.

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Madalyn rasgava a Bília em programas de televisão. 

Mais ou menos, como aconteceu aqui com a Rede Globo e as igrejas da Teologia da prosperidade. As críticas funcionaram como propaganda.

Outro ponto extremamente interessante, é a perseguição sofrida por Madalyn, advinda de fanáticos. Praticamente, todos os dias ela recebia ameaças de morte, xingamentos, cartas com fezes até chegar ao ponto em que um rapaz, vestido de Jesus, atira nela.

Em um dia um funcionário da ONG Ateus Americanos chega e não encontra a família. Ele estranha muito, pois Madalyn jamais abandonaria seus cachorros. Ele chama a polícia, que não dá nenhuma importância.

Posteriormente, ele chama Bill, que havia cortado relações com a mãe, e esse diz que acha que ela sumiu para chamar a atenção. Um jornalista é o único que dá atenção e resolve investigar o que aconteceu.

Eles haviam sido sequestrados, por um antigo funcionário da ONG. E os desdobramentos desse ocorrido vale a pena vocês conferirem.

 

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8 comentários sobre “A Mulher mais odiada dos Estados Unidos – Tommy O´Haver e Irene Turner

    • Oi Cintia, achei que o filme poderia ter explorado mais as ambiguidades da Madalyn. Mas, é um filme bom para refletirmos sobre o fanatismo religioso norte-americano. Por vezes, achamos que os EUA se resumem a Nova York e esquecemos do “cinturão da Bíblia” (não que todos os cristãos sejam fanáticos). Bjs!

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    • Oi Renata, além da contradição opressora/feminista, também vemos a questão financeira, em que Madalyn mesmo crítica às igrejas evangélicas, que cobravam dízimo, ganhava um bom dinheiro com a ONG. O filme poderia ter explorado mais essas dubiedades, teria ficado mais interessante. Bjs!

      Curtido por 1 pessoa

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