Resenha filme: A Noiva do Diabo – Saara Cantell

A Noiva do Diabo é um filme baseado em uma história real, sobre caça às bruxas ocorrida em 1666, nas ilhas Aland, na época parte da Suécia, e hoje  Finlândia.

A Suécia é um país historicamente protestante e a fim de combater feitiçarias a igreja, que era também um braço do Estado, institui juízes para investigar e julgar as pessoas. No país a perseguição durou até 1698, atingindo Estocolmo.

Nils Psilander foi colocado como juiz de Aland e começou uma caça as bruxas no local. Ele se muda para a ilha com sua mãe enferma. Ele é uma figura austera, que leva muito a sério a missão, que foi incumbido: condenar pessoas a morte por heresias e práticas de magia.

As adivinhações e as superstições eram práticas comuns no local. Recorriam a uma mendiga que profetizava sobre tudo, quem roubou quem, quem amava a quem. Essa era a forma da mulher sobreviver, visto que não tinha família e era uma idosa, que não podia trabalhar.

A parteira da cidade conhecia ervas que ajudavam às mulheres nos partos. Ela também ministrava abortivos, pois o pastor costumava estuprar as moças e quando elas engravidavam recorriam às plantas.

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Ninguém estava a salvo, qualquer uma poderia ser condenada por bruxaria.

 

Não preciso dizer que o pastor nunca foi condenado e nem investigado. Uma das jovens quem ele estuprou surtou e foi condenada a morte pelo tribunal por práticas de magias. As mulheres confessavam qualquer coisa sob tortura.

A protagonista é uma adolescente de 16 anos, chamada Ana. Ela se apaixona por Elias que é casado com Rakel e possui 2 filhos.

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A jovem Ana se apaixona por Elias, que é casado.

 

Ao ver todo o processo transcorrendo e as mulheres sendo condenadas, Ana tem uma ideia: Delatar Rakel por bruxaria.

Dessa forma, a esposa de Elias vai para um calabouço e sofre todos os tipos de tortura para confessar as práticas. O marido é um Dom Juan que não tem a menor pretensão de ficar com Ana. A jovem quando vê o que fez se arrepende.

A partir daqui eu deixarei o desenrolar da história com vocês.

A fotografia é muito bonita e a câmera dá constantes closes nas atrizes e por meio disso, conhecemos os sentimentos das mulheres.

A cenografia foi muito bem feita nos transportando de volta a 1600. O filme também mostra como era o entretenimento na época com as brincadeiras e as festas.

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As cenas são bem feitas e nos transportam para 1600.

 

Fica a dica de um bom filme, que nos permite refletir a respeito da perda de liberdade e o exercício de poder sem limites.

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4 comentários sobre “Resenha filme: A Noiva do Diabo – Saara Cantell

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