Resenha Série: Gypsy – Lisa Rubin

Gypsy é uma série produzida pela Netflix, que conta a história da psicóloga Jean Holloway.

A princípio a série parece versar sobre uma psicoterapeuta, que procura parentes e  namoradas dos seus pacientes e depois começa a se relacionar com eles.

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Naomi Wats como Jean Holoway.

A personagem é bem mais complexa. Jean tem um alter-ego chamado Diane. Ela é manipuladora e cria máscaras sociais, dependendo das personalidades das pessoas com quem convive.

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Jean é muito manipuladora e ultrapassa todos os limites profissionais.

Nos capítulos vamos conhecendo seus pacientes. O primeiro deles é o jovem Sam, que é apaixonado por uma barista e cantora, com quem rompeu a relação recentemente.

Jean, como Diane, vai conhecer a moça que se chama Sidney. Uma jovem extremamente sedutora, que se interessa pela psicóloga.

A protagonista engana Sidney, dizendo que é solteira e jornalista. Ela seduz a moça, que fica completamente envolvida e  as duas passam a se relacionar amorosamente.

Nesse ínterim, Jean continua atendendo Sam levando-o a desistir de Sidney.

Allison, é uma paciente de Jean, que é usuária de drogas. A moça diz que não tem para onde ir, pois sua mãe está com câncer nos pulmões, ela não tem pai e seu namorado é violento.

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Jean quebra completamente o protocolo com Allison, chegando a receber seu namorado violento no consultório.

A psicóloga oferece um apartamento, que ela mantém como Diane, para a jovem se refugiar. Esse fato gera uma série de reviravoltas e problemas, envolvendo até a polícia.

Jean é acompanhada por outros psicólogos e ela os manipula, assim como a seu marido, que desconfia que a esposa tem um amante.

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Jean engana seus colegas psicólogos.

Ele passa a seguir seus passos no Café, onde Sidney trabalha e chega a descobrir a existência do apartamento de Diane.

Jean tem crises constantes de ansiedade. Algo está muito errado com a vida dela. A psicóloga vive completamente a vida dos outros, voltada totalmente  para o externo.

A princípio parece que Sidney a controla, mas ela não passa de joguete nas mãos de Jean. A relação delas é muito ambígua e permeada por mentiras.

Em algumas cenas, aparece a tela do celular quebrada de Sidney, assim como copos e vidros trincando na abertura. Esse fato simboliza a fragmentação psicológica de ambas personagens.

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Jean, como Diane, controla Sidney, ex-namorada de seu paciente Sam.

Os acontecimentos se tornam tão complexos, que não sabemos se Jean está tentando ser a barista ou manipula-la simplesmente.

O consultório é todo azul, assim como as unhas de Sidney, o que possivelmente significa que elas tem muito em comum. Esses são alguns detalhes que ajudam a compor as personagens.

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Jean atendendo no consultório.

Outro tema abordado pela série é a transexualidade. Eu não sei se é correto chamar assim, pois se trata de uma criança. A filha de Jean quer se vestir como menino, interpretar o Peter Pan na escola e não gosta de princesas. Todas essas características rendem muitos problemas e conflitos.

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Dolly, filha de Jean, como Peter Pan.

Fica a dica de uma série excelente, com personagens complexas. Importante para refletirmos a condição humana.

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7 comentários sobre “Resenha Série: Gypsy – Lisa Rubin

  1. Uaaau!
    Tinha ouvida falar dessa série, mas não conhecia a premissa. Posso dizer que depois deste post, vou assistir com certeza! Amo psicologia, e o fato da psicoterapeuta ser a personagem mais complexa chama bastante atenção!
    Parabéns pelo post! 👏💜

    Curtido por 2 pessoas

  2. Ainda não assisti, mas pela sua resenha e pelo trailer, temos algo que todos deveriam mostrar interesse, para crescimento intelectual e interior, que é conhecer nosso âmago profundo, já que todos nós temos várias personalidades e criamos não só um universo particular, como a própria realidade daquilo que vivemos ou queremos vivenciar !

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    • Oi Sidney, “Conheça-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses”, aforismo da entrada do templo de Delfos. Acredito que o nosso maior investimento seja realmente nos conhecer e isso nos livrará de muitos percalços. Obrigada, por vir aqui!!! Abçs!

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