Resenha filme: Eu sou Michael – Justin Kelly

Eu sou Michael (James Franco) é um filme autobiográfico, que conta a história de Michael Glatze ex-ativista gay e editor de uma revista especializada para o público LGBT, que se tornou cristão e pastor fundamentalista.

A sexualidade é um dos maiores tabus sociais, sabemos que mexer nisso é tocar em vespeiro. Mas, não devemos ignorar que o ser humano é muito complexo. A mente humana tem várias facetas e ela não é guiada pelo racional, mas pelo inconsciente.

O início do filme narra a história de Michael Glatze, quando editava uma revista LGBT, namorava com Benjie Nycun com quem foi casado 10 anos.

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Cena de Michael antes de se tornar fundamentalista cristão. Essa opinião mudará muito ao longo do filme.

O longa mostra a violência da qual os gays são vítimas. Mathew Shepard era um rapaz homossexual, que estava em um bar LGBT. Dois rapazes fingindo ser também gays o atraíram para fora, sequestraram e o mataram.

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Cena do filme,  homenagem a Mattew Shepard assassinado por homofóbicos.

Diversos garotos homossexuais largam a escola todos os dias, porque não aguentam o bullying diário. A família normalmente não aceita, quando uma pessoa se revela gay. Michael trabalha todas essas questões na revista que editava, chamada XY.

Em um determinado momento, o protagonista começa a ter ataques de pânico. Ele acredita que tem a mesma doença cardíaca, que matou seu pai. Os exames comprovam que ele não tinha nada físico, era psíquico. Ele acreditou que esteve perto da morte e que Deus o salvou.

A partir desse momento, Michael decidiu mudar. Passou a frequentar igreja evangélica e a ler a Bíblia regularmente.

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Michael começa a estudar a Bíblia constantemente. As cenas começam a ter cores mais sóbrias.

Seu namorado começa a perceber as mudanças e se preocupa pela saúde psicológica do protagonista.

Michael sai da casa de seu namorado e decide se tornar cristão, também acredita que pode se tornar hétero. Também começa a militar contra a homossexualidade, dizendo que é uma anormalidade.

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Michael começa a mudar de postura. Suas roupas e cabelos também mudam, assim como seu olhar.

Seu olhar se torna duro e sua postura rígida. Não dá mais reconhece-lo. Em uma cena, ele está no supermercado e vê dois gays conversando, Michael olha de um jeito tão opressor, que chega a dar medo.

Michael começa a estudar a Bíblia e se torna pastor de uma igreja e também se casa com uma mulher.

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Michael com sua futura esposa, que ele conhece no seminário.

Esse é um filme que te deixa triste. Não pelo fato dele se tornar cristão ou se apaixonar por uma mulher. Ser humano é complexo e está sempre em construção. Mas, tudo se torna muito complicado pelo fato de ele ter visto tanto sofrimento por parte dos gays, que são atacados constantemente, e ter se tornado um agressor.

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Michael em uma cena no supermercado quando vê dois rapazes gays conversando.

O oprimido que sentiu prazer em se tornar opressor. Ele poderia ter se tornado pastor e estendido a mão a quem precisa, independente de quem seja.

O filme é muito bem feito e contou com um elenco de primeira. As cenas de Michael antes da conversão são coloridas e alegres e se transformam em algo sóbrio nos momentos finais.

Fica a dica de um filme para quem gosta de refletir sobre a complexidade humana.

Michael e Rebeca (sua esposa) pastoreiam uma igreja. (Foto

Foto de Michael Glatzer com sua esposa e família.

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6 comentários sobre “Resenha filme: Eu sou Michael – Justin Kelly

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