Resenha filme: Marcados pela Guerra – Peter Sattler

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas em pé

Prisioneiros sendo colocados em uma espécie de jaulas na prisão de Guantánamo. Cena de Marcados pela Guerra.

O filme Marcados pela Guerra versa sobre a amizade improvável da soldado Amy Cole e do prisioneiro Ali Amir na prisão de Guantánamo.

Não pensem que a narrativa se trata de um detido bonzinho e uma soldado humanista. Ninguém é docinho de coco e é por isso que o filme é bom.

Eles estão em guerra. De um lado temos militares, usando todos os artíficios para ganhar batalhas, seja bélica, financeira ou psicológica e de outro temos terroristas, utilizando de todas as ferramentas disponíveis. O longa foge do maniqueísmo: bom x mal.

Resultado de imagem para fotos 11 de setembro

O 11 de setembro mudou a psique norte-americana. Eles foram atacados em seu território o que não acontecia desde Pearl Habor.

O roteiro aborda questões importantes, como por exemplo, a psique norte-americana após 11 de setembro, os confrontos culturais entre americanos e mulçumanos, patriotismo, idealismo e o que significa ser uma mulher no exército, um lugar definido por ideais de masculinidade.

A imagem pode conter: 3 pessoas, close-up

Kristen Stwart como a soldado Amy Cole. Cena de Marcados pela Guerra.

A imagem pode conter: 1 pessoa

Nas conversas entre Amy e Ali aparecem conflitos culturais e religiosos. Cena de Marcados pela Guerra.

No início começamos a ter uma ideia de como as coisas funcionam no lugar. O cabo Randy Randsell dá as instruções aos novatos:

1. Não converse com os detidos.

2. Não os enxerguem como seres humanos comuns.

3. Eles devem ser chamados pelo número (não tem nomes).

4. Não os deixem entrar em sua mente.

5. A principal missão de vocês é não permitir que eles se suicidem.

Um soldado os chamam de prisioneiros e é logo corrigido: detidos e Amy explica: prisioneiros estão sujeitos à Convenção de Genebra, detidos não.

A primeira função da protagonista é segurar o braço de um detido, que estava se rebelando e ela leva um chute na face que a machuca bastante. Assim, já começamos entendendo como as coisas funcionam.

Posteriormente, Amy é designada a andar com um carrinho, oferecendo livros para os prisioneiros lerem.

Alguns não aceitam, outros não querem receber livros dela por ela ser mulher e tem um que chama a atenção, pois disse já ter lido todos e quer o último da saga Harry Potter.

Ele explica que já está esperando pelo exemplar há dois anos e gostaria muito de saber o final. A câmera mostra o carrinhos com jornais antigos, com as fotos das mulheres rabiscadas em preto (censurada pelos soldados, que ficam com canetinha pintando, o que pela lei mulçumana, eles não podem ver).

Em outra cena a soldado recebe a missão de vigiar os presos. Ela precisa passar de cela em cela (elas são individuais), olhando o que eles estão fazendo.

Ali começa a puxar assunto, tentando entrar na mente dela. Ele começa a perturbá-la. Ela percebe que todos estão cobrindo o Alcorão, Amy não entende porquê. Até que o detido pede água e quando ela vai passar, leva um jato de fezes.

A protagonista mantém uma postura firme, por ser mulher ela não quer demonstrar fraqueza. Sua rotina segue normalmente e Amy é avisada que esse tipo de coisa acontece com frequencia.

A rotinha enfadonha segue, todos os dias eles vigiam o que os presos estão fazendo. Ali começa novamente a puxar assunto com Amy.

A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up

Amy conversa com Ali. Muitas questões são colocadas nessa conversa. Cena de  Marcados pela Guerra.

A soldado começa a conversar com detento e a chamá-lo pelo nome. Em uma cena, Ali está jogando futebol sozinho, preso em uma cela. Amy é a soldado designada a acompanha-lo. Ela começa a conversar com ele, e Randy vê e lhe chama atenção.

Ele a chama e a adverte, para não conversar com detentos. O cabo pede que a protagonista acompanhe Ali, tomando banho. Ela contesta, afirmando que isso está fora dos regulamentos. Randy a questiona: – Você é uma soldado, ou soldado femininina. Você fará o trabalho que todos fazem.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e atividades ao ar livre

Amy é punida por conversar com prisioneiro. Cena de Marcados pela Guerra.

Amy denuncia Randy aos superiores e é confrontada por eles. O major responsável por Guantánamo, lhe diz que não gostaria de estar ali. Seu avô havia lutado contra os nazistas, enquanto ele combatia pastores de ovelhas. Revelando a partir dessa frase um profundo desprezo.

O longa dependeu muito da atuação de Kristen Stewart, que foi perfeita, na minha humilde opinião. Pois o cenário é muito restrito, basicamente a história acontece em uma cela e em um corredor e Peter Sattler optou por muitos closes.

A imagem pode conter: 1 pessoa

O filme praticamente acontece em um corredor. Cena de Marcados pela Guerra.

Para compor a personagem os atributos que caracterizam feminilidade foram retirados. O cabelo de Amy é tão preso e puxado, quase não dá para perceber que é uma mulher.

A imagem pode conter: 2 pessoas, chapéu

A caracterização da personagem foi muito bem feita. Cena de Marcados pela Guerra.

O filme não mostra nenhum heroísmo por parte dos militares. É uma narrativa da guerra muito diferente do que vemos em Sniper Americano do Clint Eastwood, ou na série Band of Brothers.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Cena de ação sem nenhum heroísmo. Os militares estão tentando conter um detido revoltado. Cena de Marcados pela Guerra.

Observem a diferença entre as cenas de ação dos dois filmes, ambos versam sobre guerras. Narrativas completamente diferentes.

A imagem pode conter: 1 pessoa

Cena de Band of Brothers.

A prisão de Guantánamo foi palco de várias denúncias de torturas contra os prisioneiros. Em 2006, a ONU solicitou o fechamento da referida prisão, o que ainda não aconteceu.

As condições dos presos mantidos no campo de Guantânamo foram motivos de indignação internacional e alvo de duras críticas, tanto por parte de governos como de organizações humanitárias internacionais.

Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro às Torres Gêmeas, estão encarcerados nesta base militar prisioneiros – muitos deles afegãos e iraquianos – acusados de ligação aos grupos Taliban e Al-Qaeda, em área excluída ao controle internacional.

 

 

Anúncios

2 comentários sobre “Resenha filme: Marcados pela Guerra – Peter Sattler

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s