Resenha Filme: O mínimo para viver – Marti Nixon

O mínimo para viver é um filme que versa sobre uma jovem chamada Ellen, que sofre de anorexia.

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Cena de Ellen (Lily Collins) com anorexia.

A anorexia é um distúrbio alimentar, caracterizado pela perda excessiva de peso. Pessoas com essa doença tem um medo excessivo de engordar, negando-se a comer e fazendo intensos exercícios físicos.

A causa exata da anorexia ainda é desconhecida, acredita-se que fatores biológicos, psicológicos e sociais estejam envolvidos no desencadeamento da doença.

Cada caso é diferente e tem suas peculiaridades, no post eu vou propor refletirmos sobre as questões que o filme trouxe.

O longa começa com Ellen chegando em casa, depois de ter sido expulsa de uma clínica de recuperação para anorexia. Ela foi considerada uma má influência para outras garotas.

Percebemos que ela tem um mal relacionamento com a família. O pai é uma figura extremamente ausente, aliás ele nem aparece no filme.

A mãe é separada do marido e praticamente largou a filha nas mãos da madrasta. Ellen tem pais ausentes e completamente despreparados.

A madrasta e a sua irmã são as únicas pessoas, que se importam com ela. É triste perceber ao longo da narrativa, que nenhum dos pais tem uma conexão com a jovem.

Ellen, ajudada pela madrasta, vai para outro centro de tratamento de anorexia, comandado pelo Dr. William Beckham, que propõe maneiras pouco ortodoxas de tratamento.

O médico coloca a paciente na realidade, não a trata como coitada. A confronta perguntando se ela quer realmente viver.

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Dr. Willian Bekhan (Kenau Reeves) a confronta: “- Você quer continuar viva?”

Ellen chega ao centro e é recebida por outras pessoas na mesma situação. Dá uma sensação de desespero  ver aquelas pessoas com uma relação tão negativa com a comida.

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A relação com a comida é terrível. A paciente chora porque a comida está com uma aparência boa.

As cenas em que eles comem dá asco. Eles pegam as comidas com nojo, demonstrando bem como as pessoas com anorexia lidam com os alimentos.

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As cenas em que os pacientes comem é muito bem feita. Todos eles tem uma relação ruim com a comida.

Todos os assuntos entre eles giram em torno da alimentação. Quantas calorias tem um chocolate, um pedaço de bolo e até o soro utilizado para salvar a vida deles.

Ellen o tempo inteiro demonstra muita má vontade com o tratamento, assim como a maioria das pessoas no local.

Depois das refeições os banheiros ficam trancados para que ninguém vá colocar nada para fora. Os laxantes também são proibidos. Os pacientes são supervisionados o tempo inteiro.

O Dr. William Beckham chama os pais, a irmã e a madrasta para uma sessão com Ellen, o que se torna um completo desastre.

A mãe é uma pessoa perturbada, que reluta em aparecer, o pai não comparece e a madrasta demonstra um completo desespero.

A jovem continua demonstrando má vontade com o tratamento. Em um determinado momento Ellen simplesmente desiste do centro de reabilitação e vai para a casa da mãe.

Lá nós temos um pouco da dimensão do relacionamento entre mãe e filha. Judy (mãe) teve depressão pós-parto e não teve conexão com ela bebê. Portanto, ela cresceu sem a atenção e o carinho devidos. O pai não precisamos nem falar.

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Nessa cena triste e escura conhecemos um pouco da infância de Ellen.

Ellen continua correndo risco de morte e o restante vou deixar com vocês.

Anorexia é um distúrbio com elevadíssima taxa de mortalidade, em torno dos 20%, sendo um índice que supera as mortes por câncer de mama, por exemplo.

Estima-se que no Brasil bulimia e anorexia afetem 100.000 adolescentes dos quais 90% são do sexo feminino.

Dentre as doenças psiquiátricas é considerada a maior causadora de mortes, considerada assim um problema crescente no Brasil e no mundo. Especialistas acreditam que entre 1% e 10% da população mundial sofre com o distúrbio.

Eu senti falta de uma discussão sobre o papel da mídia e dos padrões de beleza no desencadeamento da doença. A magreza é considerada bonita pela sociedade.

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Tanto a cineasta Marti Nixon, quanto a atriz Lilly Collins desenvolveram anorexia na adolescência. Parte da narrativa é a história pessoal delas.

Alguns jornais disseram que o filme pode incentivar a anorexia em jovens, o que eu acho muito difícil.

O longa o tempo inteiro mostra o perigo da doença, a feiura e a tristeza causada por ela. Portanto, acho pouco provável alguém ser incentivado a forçar a aquisição de uma enfermidade porque viu no filme.

Acredito que todos os problemas devem ser escancarados e discutidos socialmente, não teria porque ser diferente com a anorexia.

 

 

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2 comentários sobre “Resenha Filme: O mínimo para viver – Marti Nixon

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