Resenha livro: Eva Luna – Isabel Allende

Eva Luna é um romance de Isabel Allende, narrado em primeira pessoa pela protagonista, que dá nome a obra. A história acontece no Chile.

O estilo utilizado pela autora, nessa obra, se aproxima do picaresco espanhol, um gênero geralmente satírico, que narra as aventuras de uma personagem de classe social baixa, que vive por sua conta, em uma sociedade corrupta.

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A mãe de Eva (uma pessoa sem nome) foi uma criança encontrada em um barco sozinha. Uma menina ruiva, que ninguém sabia de onde procedia. Pelas características físicas acreditaram que era filha de holandeses.

Ela foi levada para um orfanato católico e posteriormente o padre a delegou para trabalhar na casa de um inglês, que trabalhava na técnica de mumificação de pessoas e na fabricação e testes de remédios.

Em um dia trouxeram um índio que havia sido picado por uma cobra. A mãe de Eva, já uma mulher, teve relações sexuais com o rapaz.

Eva nasceu em um quarto dos fundos na casa do inglês, sua mãe não fez nenhum barulho.

A cozinheira da casa tomou contato com a situação e convenceu a mãe a colocar um sobrenome na criança e também a batiza-la, sendo ela sua madrinha.

A mãe tinha ouvido falar que o pai era de uma tribo de índios, que tinha o nome de Luna (lua), então ficou Eva Luna.

Com apenas 7 anos, Eva ficou orfã e tempos depois o inglês, dono da casa, morreu. Sua madrinha passou a cuidar da menina e a colocou em várias casas para trabalhar.

Eva cansada dos maus tratos que recebia, em uma dessas residências, foi para a rua e conheceu seu primeiro amigo: Huberto Naranjo, um menino também órfão, que estava pelas ruas sobrevivendo.

Ele a levou para uma casa de prostituição, para trabalhar como empregada. O lugar foi fechado pelo governo e a menina se viu sozinha de novo.

Riad Halabí era um imigrante libanês, que estava fazendo compras na cidade para revender em seu mercado, que ficava em um povoado distante.

Nesse momento, ele viu Eva Luna toda suja e com fome. Ele e sua esposa não tinham filhos, então ele a levou para a casa para trabalhar e servir de companhia para eles.

Uma tragédia ocorre na residência e a protagonista se vê sozinha de novo.

A história é permeada por pessoas de mundos diferentes, que Eva vai encontrando ao longo da narrativa: Mimí, uma mulher transexual, Rolf Carlé – um rapaz austríaco, que fugiu de um país destruído no pós-guerra e de um pai tirano, guerrilheiros comunistas, que sonhavam em fazer das Cordilheiras dos Andes, uma segunda Sierra Maestra, etc.

Ao longo de toda a narrativa, Eva prima pela sua liberdade, abraçando com muita garra as chances de sobrevivência, que a vida lhe oferecia.

A obra abarca vários contextos históricos, terminando na Ditadura Militar do Chile. Um país, assim como o Brasil, permeado pela desigualdade social, corrupção e violência.

Eva Luna representa os desvalidos da América Latina, que foram ao longo da história abandonados à sua própria sorte, que fazem de tudo para sobreviver e quando não conseguem êxito são reduzidos à fome e à miséria.

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