Resenha filme: War Machine – David Michôd

War Machine versa sobre a atuação do exército americano no Afeganistão, sob a gestão do general fictício Glenn MacMahon.

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Apesar das críticas, eu achei que a atuação de Brad Pitt foi convincente. 

O filme é baseado no livro de Michael Hasting, The Operation: The Wild and Terrifying Inside The Operations of America´s War in Afghanistan, que fala sobre a atuação americana no Afeganistão, sob o comando do general McCrystal. Ele foi demitido por Obama, devido à uma crítica feita pela revista Rolling Stone.

O longa tem um narrador, que é o jornalista da revista Rolling Stone. Ele nos apresenta Glenn MacMahon como um homem extremamente carismático, que exerce uma grande liderança sobre seus homens.

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Além de ser um general extremamente respeitado pelo grande trabalho realizado no Iraque, ele é chamado pelos seus amigos de “glennanimal”.

Era conhecido por sua disciplina em correr 11 km por dia, dormia 4 horas e comia apenas 1 refeição por dia. Ele acreditava que se os homens fossem deixados sem liderança, iriam mexer no pênis o dia inteiro e comer frangos.

Glenn é uma figura caricata e infantil, com uma personalidade ingênua. Parece que estamos diante de uma figura quixotesca.

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Quase não dá para acreditar que ele é tão bem-sucedido como diz o narrador.

O protagonista acredita que os Estados Unidos não ganharam a guerra em o Afeganistão ainda, por falta de gestão. Sob a batuta dele as forças americanas terão êxito, simplesmente porque ele acredita nisso.

Ele queria que o nome dele fosse escrito na História Militar norte-americana, com glórias de combate.

O protagonista parecia viver no mundo da auto-ajuda empresarial e inclusive escreveu um livro sobre isso: “Uma perna por vez, Igual à todo mundo”, com máximas de grande “sabedoria”: “Um bom líder vive sob várias regras, um ótimo líder sabe quando violá-las.”

Parece absurdo, mas guerras sem sentido precisam de figuras insanas para coloca-las em prática.

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O presidente afegão apoiado pelos Estados Unidos não acreditava no seu poder e estava mais preocupado com sua televisão, do que com seu governo. 

Glenn sempre conversa com seus militares subordinados, e em uma cena, aparece um soldado contestador dizendo: “- Eu não sei distinguir quem são os insurgentes e não sei porque eles (afegãos) querem me matar”.

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O moral dos soldados é extremamente baixa. Ninguém acredita na guerra. 

Em nenhum momento o protagonista deu uma resposta adequada.

O general está praticamente abandonado à própria sorte no Afeganistão por Washington, que considera a ofensiva um erro.

No entanto, Glenn está focado em vencer essa batalha a qualquer custo e para isso ele precisa tomar a região de Helmand.

Para conseguir sua façanha ele vai à França e Alemanha proferindo palestras sobre a campanha no Afeganistão, a fim de angariar recursos.

Na França conhecemos sua esposa Jeannie, que é uma mulher negligenciada com um discurso super discreto, de como ela teve um não casamento com seu marido, devido à sua participação nas guerras do Iraque e Afeganistão.

Glenn é extremamente distante da esposa e não tem intimidade com ela, a ponto de quando estão sozinhos, ele a levar para o bar com os seus subordinados.

Na Alemanha, Glenn é pela primeira vez confrontado diretamente por uma jornalista, que pergunta o que eles estão fazendo para combater a Al-Qaeda, visto que em 45 minutos de palestra, ele mencionou o grupo terrorista apenas 1 vez.

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Poucas vezes Glenn foi confrontado publicamente. 

Dessa forma, ele manda as tropas para Helmand, e o resultado disso decidirá o futuro de sua carreira.

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As cenas de guerra são bem feitas. 

O filme figura como uma sátira, porém não é suficientemente engraçado para isso.

O tema principal é como funcionam as guerras modernas, o absurdo delas e a ambição ao poder de homens como o general Glenn.

Ao contrário do Eixo e da Guerra Fria, as guerras atuais travadas pelos Estados Unidos são contra inimigos que eles mesmo criaram e alimentaram.

Saddam Husseim foi armado pelos Estados Unidos para enfrentar o Irã, Osama Bin Laden, Al Qaeda e os Talebãs foram armados para lutarem contra os soviéticos.

Os talebãs não são uma etnia, mas sim um grupo e a guerra significa para essas pessoas ocupação e emprego.

Dessa forma, filmes como esse, apesar das críticas são importantes pelas reflexões que trazem.

 

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