Resenha filme: A Garota Húngara – Attila Szász

O filme começa em uma manhã fria de 1914, com uma caixa de vime flutuando no Rio Danúbio em Budapeste, dentro há um cadáver de uma mulher.

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Elza Mágnás (Emília Turcsányi). A fotografia muito bem feita, bem como a reconstituição da época.

A narrativa versa sobre o assassinato verídico de uma húngara chamada Elza Mágnás (Emília Turcsányi) prostituta rica e famosa. Seu assassinato e o julgamento chocaram o mundo da época, mas hoje o caso só é conhecido na Hungria.

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Foto de Elza Mágnás.

A história é mostrada a partir do ponto de vista da jovem Kató, que é contratada como criada de Elza Mágnás.

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Jovem Kató

Junto com Kató trabalha na residência uma mulher chamada Rószi, de aparência austera e rígida.

A menina fica encantada com Elza, a quem ela chama de senhora.

A patroa da jovem demonstra ter um carisma muito forte. Com ela costumam almoçar alguns jovens intelectuais húngaros e um poeta, por quem a protagonista é apaixonada.

No entanto, Elza é mantida por um rico empresário do ramo de móveis, com quem tem um contrato de fidelidade.

Rószi demonstra muito ciúmes de Elza com esse empresário, demonstrando muito desconforto em suas visitas.

As duas eram prostitutas na mesma casa um lugar frequentado por homens da elite de Budapeste.

Elza acaba tendo mais sorte e encontrando um homem rico que bancava todos os seus luxos, enquanto Rószi acabou sendo desprezada por ter envelhecido.

Elza e Rószi tem um relacionamento baseado na humilhação. A governanta finge uma subordinação, mas guarda dentro de si muito ressentimento e inveja.

Descobrimos que o sonho de Elza é protagonizar um filme no papel de Joana D’Arc. Para isso ela pede dinheiro ao seu amante, que diz que só daria se fosse Kató no papel da protagonista.

A partir disso, a patroa demonstra querer transformar a jovem criada em prostituta da elite local.

Ela fala com a garota, que optou por essa vida, pois não queria terminar em uma fábrica de sabão, como seus pais.

Conforme a narrativa evolui o patrão descobre que Elza o está traindo com o poeta. Ele suborna Rószni que confirma o fato.

A partir disso, temos o desenrolar de uma trama angustiante e perversa.

O filme traz a reflexão da condição feminina na Europa no início do século XX.

Poucas eram as oportunidades em que uma mulher poderia se encaixar. A maioria das moças dependia de um bom casamento para poder sobreviver.

Quando caíam na prostituição sofriam (ainda sofrem) um imenso preconceito e quando se tornavam mais velhas, sendo descartadas como lixo como foi o caso de Rózsi.

As mulheres não passavam de propriedades dos homens e quando essas quebravam “contratos”, corriam o risco de pagar um alto preço por isso.

 

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11 comentários sobre “Resenha filme: A Garota Húngara – Attila Szász

  1. Gostei muito filme. Gostaria de saber se conhece a música que toca no final da exibição dos créditos quando o filme acaba. Pesquisei e até gravei o áudio, mas não descobri. Abraço

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