Resenha série: Narcos (3ª temporada)

A guerra contra as drogas não teve fim com a morte de Pablo Escobar, como já esperávamos.
A luta contra os cartéis não é algo preto e branco, como mostrará a série.

Na terceira temporada esses aspectos ficarão mais claros.
Com a morte do sanguinolento Pablo Escobar o cartel de Calí assume praticamente todo o controle do tráfico de drogas da Colômbia para os Estados Unidos.

Diferente do líder anterior, que queria ser amado pela população, gostava de aparecer e inclusive assumia a autoria de crimes horríveis, o cartel de Cali, liderado por Gilberto Rodriguéz é profissional.

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Gilberto e Miguel Rodriguéz possuem uma personalidade diferente de Pablo Escobar. Nessa cena os vemos discutindo e lendo, detalhes que conferem a eles mais sobriedade.

O cartel funciona como se fosse uma empresa, com acionistas, funcionários e até CEO. Em uma cena aparece o filho de Gilberto Rodriguéz com um manual do empresário da GE – Jack Welch.

O cartel pretende maximizar os lucros em seis meses e se aposentar, posteriormente. Ninguém quer acabar morto em um telhado de uma casa.

O agente Peña continua com seu heroísmo e foco para combater o tráfico de drogas. Porém, muitas de suas ações demonstram falta de compreensão do todo.

Sob os olhos do DEA estão agora as personagens (reais): Gilberto e Miguel Rodriguéz, Chepe Santacruz e Pacho Herrera, conhecidos como os cavaleiros do cartel de Cali.

Eles controlam tudo com uma eficiência impressionante, seja por espiões colocados em cada esquina, escutas telefônicas e/ou subornos de autoridades.

Steve Murphy (parceiro de Peña no DEA) é substituído pelos rapazes Chris Feistel e Daniel Van Ness. Ao contrário do agente, que trabalhou na caçada do Pablo Escobar, esses dois agentes falam espanhol a ponto de conhecerem expressões regionais e um deles morou no Chile.

Apesar da idade e de demonstrarem pouca experiência em alguns momentos, eles vêm de uma geração de agentes com mais conhecimento e melhor preparo.

Uma subtrama muito interessante, que me prendeu, foi a do chefe de segurança do Cartel de Cali – Jorge Salcedo. Filho de pais de classe média, ele é formado em engenharia e biodiesel. No entanto, não conseguiu trabalho em sua sua área e acabou trabalhando para os irmãos Rodriguéz.

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Jorge Salcedo e sua esposa. Nessa cena, ele mostra ao pai seus planos de construir uma casa nas montanhas.

Ele desenvolve uma rede de espionagem extremamente eficiente e ganha dinheiro com isso. Seu sonho é montar uma empresa de segurança. No entanto, ele é convencido por Gilberto Rodriguéz a permanecer por mais 6 meses.

Isso gera um imenso conflito com sua esposa, que não quer mais vê-lo, trabalhando em atividades ilegais.

Outra subtrama muito interessante é de Maria Salazar. Seu marido é assassinado pelo cartel de Cali e ela precisa fazer qualquer coisa para sobreviver. A série também mostra o machismo personificado no marido de Maria e em sua sogra, que a proíbe de ver seu filho.

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Maria oprimida pelo marido e pela sogra machistas.

A narrativa também mostra as FARCs e sua aliança com o tráfico de drogas.

A atuação norte-americana na Colômbia aumenta substancialmente: envios de armamentos, exércitos infiltrados, grampos em políticos, espionagens, etc.

As decisões que todas as personagens tomarão terão implicações e desdobramentos, tanto no macro, quanto no micro.

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Nessa cena, os americanos discutem o que farão na Colômbia.

Tecnicamente, Narcos é impecável. As sequências são ótimas e deixa com aquela curiosidade, sobre o próximo capítulo.

Também é uma série didática com a narração em off de Javier Peña, nos fornecendo o contexto histórico, muitas vezes com imagens reais.

Sem dúvida, Narcos é uma série que vale muito a pena, pela qualidade e pelas reflexões que traz.

 

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