Resenha doc.: Eu nunca te esqueci: O caçador de nazistas – Richard Trank

Hitler morreu, carrascos morreram, mas nós estamos aqui, cantando e dançando.” Simon Wisenthal

Eu nunca te esqueci narra a vida e o trabalho de Simon Wisenthal conhecido por procurar nazistas, criminosos de guerra, e entregá-los às autoridades para julgamento.

 O “caçador de nazistas” como Simon ficou conhecido, foi um prisioneiro judeu, sobrevivente do Holocausto, escravizado no campo de Mauthausen na Áustria.

Durante o funcionamento desse campo de trabalho e extermínio, milhares de pessoas morreram de fome, asfixiados em câmeras de gás, espancados ou baleados. No início do documentário, Simon relata momentos anteriores à chegada do Exército Americano. Os prisioneiros haviam ficado 5 dias sem comer, e no desespero, começaram a se alimentar de gramas.

Quando liberto, Simon estava doente e pesava 45 quilos e até então,  não sabia, que sua esposa Sila estava viva.

Sila conseguiu fugir dos nazistas com passaportes falsos de polonesa, enquanto seu esposo foi para um esconderijo secreto e acabou capturado pela Gestapo.

A mãe de Simon foi capturada na cidade de Buczacs, que fazia parte do Império Austro-Húngaro, levada por soldados ucranianos, recrutados pelos nazistas. Ela foi enviada para o campo de concentração de Belzec, onde faleceu.

Junto com alguns sobreviventes, Simon montou um escritório para caçar nazistas criminosos de guerra e entregá-los as autoridades.

O mais notório caso, em que o caçador de nazistas participou, foi de Otto Adolf Eichmann, SS responsável pela logística das deportações em massa dos judeus para os guetos e campos de extermínio.

Foram muitas pistas,  até que Simon descobriu que Eichmann vivia em Buenos Aires, com o nome falso de Ricardo Clemente.

Wisenthal entregou o dossiê ao governo de Israel.  O serviço de inteligência israelense- Mossad  capturou o nazista em 1960. Em Jerusalém Eichmann foi julgado e condenado à morte por enforcamento.

Simon também participou da captura de dois nazistas, que viviam em São Paulo. Franz Stangl, comandante do campo de concentração de Treblinka, vivia uma vida normal por aqui.

Depois de muita burocracia, e até o envolvimento de Robert Kennedy, o Brasil acabou extraditando o criminoso.

Gustav Wagner, conhecido como carniceiro de Treblinka, era vice comandante do campo. Também vivia tranquilamente na cidade de São Paulo até ser descoberto. Por causa de um erro técnico, o Brasil acabou soltando-o. Ele se matou, posteriormente.

Outro caso muito peculiar foi a prisão de Eduard Roschmann, comandante da SS.

Um filme chamado “O Dossiê Odessa” do cineasta Ronald Neame, adaptado do livro de Frederick Forsyth, narra a história da organização secreta Odessa, que signfica Organisation der ehemaligen SS – Angehörigen (Organização de Antigos Membros da SS), o objetivo era facilitar rotas de fuga secretas para membros da SS – mais tarde conhecidas como ratlines. Os principais destinos foram o Brasil e Argentina.

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Em uma cena aparece a foto de Eduard Roschmann. Um rapaz argentino, assitindo ao longa reconheceu seu vizinho. O nazista foi preso pela polícia argentina e extraditado.

Josef Mengele foi o médico nazista responsável pelos experimentos médicos no campo de concentração de Auschwitz. Simon seguiu muitas pistas, que indicavam o Paraguai como destino.

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Josef Mengele, médico nazista.

Porém, ele esteve praticamente o tempo inteiro no Brasil, onde fixou residência em algumas cidades no Rio Grande Sul e em Diadema na Grande São Paulo. Mengele morreu afogado em Bertioga.

Recentemente, a Record fez uma reportagem, mostrando a casa onde viveu Mengele em Diadema. Desconfia-se que ele teve filhos com uma brasileira.

Esse documentário é surpreendente, ele tem muitas informações e imagens, que não são tão conhecidas do grande público.

Trank optou por colocar muitas entrevistas com Simon,  sua filha, sobreviventes e pessoas com participações importantes nas capturas.

Apesar do passado de sofrimento e de ter dedicado sua vida a caçar psicopatas nazistas, Simon era descrito como uma pessoa brincalhona e bem-humorada.

Ele morreu em 2005, na cidade de Viena, com 96 anos.

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Reportagem da Record: Casa de Mengele em Diadema. 

 

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