Resenha doc.: Auschwitz: O nazismo e a solução final – Laurence Rees (parte I)

O campo de concentração de Auschwitz foi o palco da morte de 1.1 milhões de pessoas, mais do que o total das mortes de americanos e ingleses em toda a Segunda Guerra Mundial.

O documentário baseia-se em novos arquivos que foram abertos no Leste Europeu e também em entrevistas com pessoas que estiveram lá, inclusive um nazista da SS.

Auschwitz foi inicialmente construído com um objetivo diferente, do que se tornaria posteriormente. A princípio o local era bem menor e servia para assustar nacionalistas poloneses.

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto, close-up e atividades ao ar livre
O documentário contou com várias entrevistas, inclusive com um polonês nacionalista sobrevivente de Auschwitz.

A ocupação na Polônia foi brutal, os nazistas tinham a intenção de transformar os poloneses em escravos. Os primeiros poloneses que chegaram ao campo receberam um tratamento pavoroso pela SS, a maioria morreu em 20 meses.

A imagem pode conter: planta e atividades ao ar livre
Auschwitz I.

O alemão designado para assumir Auschwitz que na época era somente Auschwitz I, depois foram construídos Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Monowitz, foi o capitão Rudolf Höss, responsável pela “eficiência” com que o local foi administrado.

Höss adotou o lema, que já era utilizado no campo de Dachau:Arbeit Macht Frei, “o trabalho liberta você”. Eles acreditavam que os prisioneiros pagariam pelos seus “erros”, através do trabalho escravo.

O documentário mostrou que os nazistas consideravam os russos seres inferiores e constituiram suas ações baseadas nessa ideologia.

Hitler acreditava que em 1941, os nazistas estariam desfilando em Moscou. Porém, como mostrou a BBC havia um profundo desconhecimento de Hitler em relação ao stalinismo.

Para dominar um povo precisa dominar primeiro a sua mente e como vemos pela imagem abaixo, isso não seria algo simples.

A imagem pode conter: 1 pessoa
Stálin investia muitíssimo em propaganda, tendo a sua imagem como destaque. O documentário mostra desfiles militares, extremamente patrióticos realizados na URSS.

Stálin investia pesadamente em propaganda e os soviéticos não se sentiam inferiores em nada, pelo contrário, acreditavam que eram o baluarte de um novo mundo regido pelo comunismo.

Lute assim:  Para cada bala um inimigo! A propaganda soviética foi essencial para elevar o moral da população e exército.

 

O SS que deu entrevista acreditava piamente em uma conspiração judaica para dominar o mundo através dos bolcheviques, ideia propagada pelos falsos Protocolos dos Sábios de Sião, que o czar Alexander II propagou a fim de criar inimigos e desviar a atenção da população, que vivia em péssimas condições.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
As propagandas antissemitas ficavam disponíveis para doutrinar a população alemã.

A matança de judeus proferida pelos nazistas na União Soviética ocupada começou com os judeus homens. Eles encourajavam também a população local a se virarem  contra os semitas. O documentário mostra a população ucraniana realizando pogroms.

A jornalista perguntou para o SS entrevistado: “O que vocês sentiam quando atiravam nos judeus?” E a resposta foi: “Nada. Eu só pensava aponte cuidadosamente para atirar direito. Meu pensamento pode ser injusto, mas eu odeio os judeus.”

A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up
Entrevistado SS, diz não que não sentia nada ao matar judeus.

Himler se deu conta de que precisava melhorar o método de assassinatos, pois os atiradores estavam ficando estressados.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre
Essa filmagem foi feita pelos próprios nazistas. Está um pouco ruim, mas dá para perceber uma vala e eles atirando nos judeus, que caíam direto no buraco.

Então, os nazistas tiveram a ideia de utilizar o gás Zyklon B para asfixiar o maior número de pessoas de uma vez, de modo bem impessoal.

Os primeiros assassinados com esse método foram cerca de 70 mil deficientes mentais e posteriormente, alguns prisioneiros russos. Assim, os nazistas viram, que o método era eficiente.

O documentário é extenso e constituído de várias partes. A primeira parte é realmente muito boa, pois nos fornece várias imagens da época, reconstituições, atores interpretando os nazistas e entrevistas. Para quem se interessa pelo tema vale muito  a pena conferir.

 

Anúncios

8 comentários

  1. Meu comentário anterior foi embora, acho, ou ainda precisa passar pela sua moderação. Não sei. Cliquei em publicar, mas a página deu erro. Será que já aconteceu com outro leitor? Estranho. Enfim… também queria elogiar o look do blog. Notei as mudanças e gostei muito. Uma coisa que já quero te perguntar há tempos: como criar um site .blog por aqui? Notei que vc e o Jauch têm.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s