Resenha doc.: Holocausto: O que ninguém viu – Mike Ibeji

Em 2007, o historiador inglês Jeremy Rinks foi até a Rússia pesquisar imagens da Segunda Guerra Mundial nos antigos arquivos soviéticos. 

Os filmes que ele encontrou o deixou chocado. No documentário algumas imagens foram retiradas, pois eram terríveis demais.

A imagem pode conter: atividades ao ar livre e texto
Imagem para termos a ideia da dimensão do genocídio.

Mesmo as que eles resolveram mostrar são bem horríveis, recomendo a quem for mais sensível ver com cautela.

O Holocausto teve outra faceta, que é menos conhecida no ocidente. Milhares de judeus foram assassinados a tiros e jogados em valas.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé e atividades ao ar livre
Fotos tiradas pelos nazistas. Eles ordenavam que as pessoas tirassem suas pessoas e entrassem nas valas, onde eram mortas com tiro.

As imagens mostram o estágio inicial da Shoá. Elas contam com horas de filmes não editados, que foram realizadas, enquanto os soviéticos faziam os nazistas recuarem.

Os cinegrafistas faziam parte do Exército Soviético e andavam ao lado das tropas.

A imagem pode conter: 5 pessoas
Famosa cineasta Maria Sukova, ela foi a responsável por várias imagens, que atestam as atrocidades cometidas pelos nazistas.

Os longas passavam em um noticiário no cinema para a população e exército soviético. Stálin visava sensibilizar a todos para o problema e com isso gerar um sentimento de vingança. 

Conforme iam avançando os soldados viam as barbaridades cometidas no período da ocupação nazista e relatavam em cartas para seus familiares, o que comprova o conteúdo dos filmes.

Grandes multidões testemunhavam a abertura das enormes valas comuns. Nelas corpos eram desenterrados e reconhecidos por parentes e também eram examinados por médicos soviéticos para atestar crimes de guerra.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto
Grandes multidões testemunhavam a abertura das covas, que costumava a ter 1,5Km no mínimo.

Os prisioneiros nazistas mostravam aos soviéticos onde estavam as valas e descreviam como era o procedimento para assassinarem as pessoas.

O maior massacre foi o de Babi Yar em Kiev na Ucrânia, onde 100 mil judeus foram assassinados com um tiro na nuca.

A imagem pode conter: texto
Imagens mostram os médicos soviéticos fazendo autópsia nos corpos.

Perto da vala foi construído o campo de concentração de Syrets e nele foram internados muitos prisioneiros de guerra soviéticos, civis comunistas e judeus.

Importante ressaltar, que não se trata somente de estatísticas; essas pessoas tinham um passado: eram irmãos, pais, mães, avós….

Após o término da guerra, Stálin resolveu ignorar as filmagens, pois acreditava, que elas poderiam promover uma distinção dos judeus e os eslavos. Então, propagou-se que todos sofreram e ponto final.

A propaganda passou a priorizar os heróis russos e o sofrimento em geral, o que gerou um certo menosprezo ao Holocausto e ao sofrimento do povo judeu em específico no leste europeu.

Como demonstrou o historiador entrevistado Jeremy Riks ainda falta muito para compreendermos a dimensão do Shoá em sua totalidade.

Porém, uma coisa é certa temos que aprender com o passado para nunca mais isso se repita.

Anúncios

4 comentários

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s