Resenha filme: PI – Darren Aronofsky

PI foi o primeiro longa metragem de Darren Aronofsky. Com uma verba super pequena, dinheiro emprestado de sua família e seus amigos, o cineasta produziu um filme premiado no Festival Sundance.

A narrativa versa em torno do gênio matemático Max Cohen, que é obcecado em encontrar toda a sequência do PI. Além disso, ele  se dedica a encontrar os padrões numéricos da bolsa de valores.

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Max é gênio da matemática.

PI é a proporção da circunferência de um círculo para seu diâmetro. Sendo um número irracional, não pode expressar uma fração completa, mas apenas uma decimal infinita.

Como é um número infinito, a maioria dos matemáticos trabalha com 3,14159 ou apenas 3,14.

Para o protagonista, a matemática é o idioma da natureza e tudo pode ser representado através dos números, há padrões em toda a parte.

Por exemplo, o ciclo de epidemias, o crescimento e diminuição populacional até as cheias do rio Nilo.

O mercado acionista seria o universo de números, que representa a economia global. Uma imensa rede e um organismo vivo. Dentro do mercado acionista existe um padrão, escondido atrás dos números.

Max tem fobia social, não consegue se relacionar com ninguém, além do seu professor, que como ele também era obcecado por encontrar o número inteiro do PI.

O protagonista sofre de enxaqueca crônica, zumbido nos ouvidos, alucinações e síndrome do pânico, acarretando extremo sofrimento.

Como é um cientista reconhecido ele passa a ser perseguido por uma empresa de corretagem de Wall Street interessada em saber os padrões matemáticos, que regem a bolsa de valores.

Ele rechaça qualquer tentativa de contato, dizendo que não trabalha para materialistas. Os corretores chegam a deixar mala de dinheiro em sua porta e ele não aceita, mesmo morando em um apartamento pobre em Chinatown.

Em um café, um judeu cabalista Lenny Meyer o reconhece e o aborda, Max demonstra não querer contato, dizendo que não tem interesse em religião.

O rapaz explica que a cabala dedica-se a decifrar os códigos existentes na Torá, trabalhando com padrões numéricos.

Cada letra em hebraico tem um valor numérico, portanto, desvendar os padrões significa descobrir os mistérios do universo.

Um dia, voltando da casa de seu professor, o protagonista encontra com os corretores, que começam a perseguí-lo. Os judeus aparecem e o salva, levando-o à sinagoga.

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Na sinagoga os judeus hassídicos tentam fazer com que Max volte ao judaísmo.

No local, eles tentam convencer Max, que é de origem judaica, a retornar ao judaísmo.

Eles estão extremamente interessados em descobrir o número inteiro do PI, pois seria o número da perfeição, ou seja, Deus.

Max começa a fugir tanto dos corretores de Wall Street, quanto dos judeus.

Esse stress começa a piorar suas doenças e obsessões, a ponto dele tentar fazer um buraco em sua cabeça para conectar seu computador caseiro em seu cérebro.

O filme tem muita ação e muito suspense, pois é muito imprevisível. Porém, ele causa um certo desconforto devido a um extremo contraste petro e branco, que simboliza a mente de Max.

Como uma pessoa super racional ele não vê a vida com nuances, mas enxerga tudo de maneira binária e extrema.

A imagem pode conter: tela

As cenas são em preto e branco, sem nuances.

Aronofsky baseou-se esteticamente no surrealismo japonês, utilizando ténica de videoclipes com cortes muito rápidos. PI é considerado um experimento perfeito para o cinema.

O restante deixarei com vocês!!

 

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5 comentários sobre “Resenha filme: PI – Darren Aronofsky

  1. Filme esotérico, para iniciados, intelectuais e pensadores afins, tema complexo, ainda mais usando números que são a mais completa abstração, completamente inexistentes, só existem no plano mental dos seres humanos e em nenhum outro lugar mais do Cosmo, do Universo, a matemática então é pura convenção, é como um dogma ou se crê ou não, números não tem começo sequer fim, então criaram uma convenção para se estabelecer um principio aonde se pudesse manipula-los, ironicamente, os céticos e os materialistas que pregam a não existência de um Deus, não só vivem como precisam e se submetem aos números que também não existem no plano real e concreto, algo maluco, porque sendo não existente domina e rege toda a vida terrena, será então a abstração o mundo real e o mundo concreto uma abstração ?

    Curtido por 1 pessoa

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