Resenha doc.: Jonestown: Vida e Morte no Templo do Povo – Stanley Nelson

909 crianças, mulheres e homens morreram no maior suicídio coletivo da História.

O maior apelo de seitas e regimes totalitários é a ideia construção de uma sociedade perfeita, um paraíso na Terra.

Quando tomamos contato com histórias desse tipo, fica sempre a pergunta: Por que isso aconteceu? Quais foram os mecanismos, que levaram 900 pessoas a seguirem um psicopata numa floresta no meio do nada e ainda se suicidarem a mando dele?

Acredito que nunca conseguiremos compreender todos os elementos, que abarcaram as grandes tragédias, mas algumas questões podem ser analisadas.

Jim Jones, fundador da seita Templo dos Povos, nasceu em Indiana, filho de um pai alcoólatra, membro da Klu Klux Klan.

Em 1952, passou a frequentar a escola de Pastores Metodista e usou o que aprendeu para arrecadar dinheiro, sendo pastor em diversas igrejas.

Antes de fundar seu templo, chegou a morar em favelas no Rio de Janeiro, onde desenvolveu  suas técnicas de manipulação e oratória. Infelizmente, o documentário não dá mais informações sobre esse período da vida de Jim Jones.

Em 1967, voltou para os Estados Unidos e começou suas pregações apocalípticas. Pregava com muita eloquência, dizendo que o planeta seria destruído por uma guerra nuclear. Porém, ele construiria o paraíso da Terra, pois  era o eleito de Deus para essa missão.

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Jim Jones se colocava como enviado de Deus.

Vemos aqui a História se repetindo: O maior apelo de seitas e regimes totalitários é a construção de uma sociedade perfeita, um paraíso na Terra.

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Jim Jones construiria o paraíso na Terra.

Ao longo da nossa trajetória, vivendo em sociedade não faltaram messias, prometendo uma vida maravilhosa àqueles que o seguirem. Sempre acabou em tragédia.

Em 1977, Jim Jones fundou uma vila no meio da selva da Guiana, extremamente afastada de qualquer cidade do país.

Mais de novecentas pessoas o seguiram, para viverem no paraíso, onde não teria classe social e nem preconceito racial. Ele iria criar uma terra que “emanava leite e mel”, em que ele denominou de “socialismo divino”.

A pedido de vários parentes preocupados, o congressista Leo Ryan decide ir à Jonestown. O temor de seitas lhe era sensível, pois ele havia perdido parentes em grupos sectários.

A desconfiança era de que essas pessoas eram proibidas de saírem da vila, pois havia chegado informações de que Jim Jones confiscou o passaporte dos fiéis.

Além de pessoas, que afirmaram que foram espancadas e até estupradas em Jonestown.

Chegando no local, o congressista e os jornalistas começaram a desconfiar, pois estavam todos felizes demais com um discurso decorado e cheios de respostas prontas, ou seja, haviam sido ensaiados.

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Tudo muito organizado e feliz, assim as pessoas se apresentaram em Jonestown.

Com a chegada da delegação do governo americano Jim Jones entra em pânico, ele se viu sem controle sobre aquelas pessoas.

O líder da seita começou a dizer a todos, que tinha muita gente o ameaçando: a CIA, o exército americano e o exército guiano.

Quando o congressista americano e seus assessores estavam pegando o avião para irem embora foram fuzilados por pessoas a mando de Jim Jones, só uma pessoa sobreviveu.

Naquela noite Jim Jones convocou as pessoas e disse, que iriam fazer um suicídio revolucionário.

“Se não podemos viver em paz, vamos morrer em paz”. As primeiras a tomarem suco com veneno foram as crianças, depois as mulheres e os homens em seguida.

Assim terminou a ideia utópica de um sociedade perfeita.

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Assim terminou o paraíso de Jonestown.

https://www.youtube.com/watch?v=IKAq62WxTJw

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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10 comentários sobre “Resenha doc.: Jonestown: Vida e Morte no Templo do Povo – Stanley Nelson

    • Então, a questão de uma pessoa convencer 900 pessoas a irem para uma floresta, no meio do nada e depois se suicidarem é muito terrível. Qualquer um de nós pode ser vítima de pessoas como Jim Jones, em grau menor, não estamos livres. Bjs!

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  1. Esse tipo de manipulador se aproveita de pessoas fragilizadas para exercer o seu poder, em tempos de crise e com o aumento das igrejas, devemos tomar mais cuidado com as palavras que podem estar sendo transmitidas pelos líderes religiosos. Adorei o post, Juliane.

    Bjs!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Pingback: Resenha livro: Seitas e Grupos Manipuladores: Aprenda a Identificá-los – Flávio Amaral | JuOrosco

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