Resenha livro: Garota Interrompida – Susanna Kaysen

Garota Interrompida é um livro de Susanna Kaysen publicado em 1967.

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Susanna Kaysen

A obra é uma autobiografia da autora, é narrado em primeira pessoa e versa sobre suas experiências pessoais em um hospital psiquiátrico na década de 60.

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Winona Ryder  interpretou Susanna Kaysen no filme Garota Interrompida.

Filha de acadêmicos de Cambridge, Susanna foi uma garota muito cobrada para que tivesse um desempenho excelente na escola, porém ela conseguia apenas se interessar por inglês e literatura.

No primeiro parágrafo do livro temos: “Como você foi parar lá? O que querem saber, na verdade, é se existem alguma possibilidade de também acabarem lá…Só posso dizer: é fácil.”

Conforme vamos avançando na leitura percebemos que Susanna é uma pessoa muito crítica e com um grande senso de humor, e nos questionamos realmente, como ela foi parar em um hospital psiquiátrico?

A narradora descreve que estava em uma consulta psiquiátrica de rotina, quando o médico disse que ela precisava descansar e a colocou em um táxi rumo ao hospital.

Susanna coloca suas fichas médicas e por elas descobrimos, que a jovem foi diagnosticada com depressão e transtorno de personalidade boderline. Ela havia tentado suicídio tomando muitas aspirinas com vodca.

Se o leitor não ficar atento deixará passar o terror de estar preso em um hospital psiquiátrico, pois a escrita de Susanna é muito fluída e repleta de senso de humor.

A vida nesse lugar incluía refeições e telefonemas monitorados, janelas com grades, que só poderiam ser abertas e fechadas por uma enfermeira.

A partir da narrativa da autora compreendemos quão tênue é a linha entre o que a sociedade considera sanidade mental e loucura.

Susanna descreve Georgina, sua companheira de quarto, que estava no antepenúltimo ano no Vassar College e estava no cinema, quando teve um surto, “uma grande onda negra a engoliu…ela compreendeu, que tinha enlouquecido.”

Alice, amiga de Susanna, pessoa sempre quieta explodiu como um vulcão. Quando a jovem foi visitá-la na ala do hospital considerada de “segurança máxima” encontrou a parede lotada de excrementos.

A narradora nos diz que a sociedade considera como sãos aqueles que conseguem expressar uma opinião consciente, porém ela não acredita, que seja verdade: “Ainda penso nisso (loucura), sempre vou ter que pensar nisso.”

Entrevista com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, sobre Transtorno Boderline:

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