Resenha série: A Louva-a-Deus – Laurent Alexandre

A Louva-a-deus narra a história da serial killer Jeanne, conhecida como a louva-a-Deus, que está há 25 anos presa, devido à vários assassinatos. Todas as suas vítimas são homens considerados por ela “merecedores” de morte como: estupradores, pedófilos, abusadores, etc.

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Carole Bouquet como Jeanne. A luz azul acompanha praticamente todas as cenas, denotando a frieza dos personagens. 

Após 25 anos de prisão, outros crimes com as mesmas características começam a aparecer, deixando a polícia de Paris perplexa.

Para solucionar o caso, que se mostra bastante complicado, o investigador chefe pede ajuda a Jeanne, que concorda em colaborar, desde que o interlocutor seja seu filho Damien, que é policial. 

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Fred Testot como Damien.

Esse é o ponto central da série, o relacionamento entre uma mãe assassina e um filho policial.

Damien mudou de sobrenome e praticamente apagou sua mãe de sua vida, inclusive mentindo para sua esposa, afirmando que a genitora havia morrido em um acidente de avião.

Nitidamente, ao tornar-se policial o rapaz pretendia aniquilar a história de sua mãe em sua vida, como policial ele pretendia compensar as atitudes de Jeanne.

Mesmo agindo de acordo com a lei, Damien se mostra muitas vezes parecido com a louva-a-deus. 

O relacionamento que ele tem com ela é tão complexo, que o policial decide não ter filhos, para não propagar os genes maternos.

Porém, nem tudo se mostra tão simples. Jeanne não aparenta ser uma assassina sanguinolenta, visto que ela matava pessoas consideradas abjetas socialmente. Ela mesma sofreu traumas com seu marido, pai de Damien, que muito a prejudicou, fazendo-a buscar a justiça com as próprias mãos. 

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Jeanne não me pareceu ser uma psicopata clássica, visto que, parece amar o filho. 

Esse fato faz com que nos identifiquemos com ela, e às vezes, ficamos chateados pela maneira como filho a trata. 

Ao mesmo tempo a Louva-a-deus demonstra prazer, quando o imitador por telefone, descreve os assassinatos. 

Damien é uma figura nitidamente infeliz, pois não consegue se conectar verdadeiramente com sua esposa, escolheu viver uma farsa ao não contar seu verdadeiro passado.

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O maior medo de Damien é ser igual a sua mãe. Isso prejudica completamente seu relacionamento. A luz azul volta a aparecer. 

Eu achei Jeanne muito parecida com Dexter e Hannibal Lecter, ao ajudar a polícia a encontrar seu imitador e assassinar somente aqueles que “merecem”.

Apesar disso, a série inovou ao mostrar uma mulher no papel de uma serial killer com atitudes bastante complexas.

Posso dizer que o final foi um pouco decepcionante, eu imaginava mais dos personagens, e as explicações oferecidas não foram tão convincentes. 

No entanto, considerei uma boa série, que vale a pena assistir. 

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