Resenha filme: Ex Machina Instinto Artificial – Alex Garland

Ex Machina é um thriller com ficção científica. Posso dizer que a obra me prendeu do início ao fim.

Calleb é um programador de uma empresa gigantesca de software de pesquisa de internet. Ele ganha uma competição para passar uma semana na propriedade do CEO, chamado Nathan.

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A paisagem é muito bonita. 

O funcionário passa praticamente 2 horas dentro de um helicóptero, que o leva à casa do presidente.

Quando Calleb chega percebemos que tem algo errado. A residência é muito afastada e conforme o rapaz vai entrando, entendemos que não é uma casa comum.

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A casa de Calleb é bem estranha. 

Nathan é uma pessoa jovem e misteriosa, que convive com uma única funcionária que não fala inglês.

O quarto em que Calleb fica hospedado não tem janelas e é controlado por sensores. Tem câmeras para todos os lados.

O experimento que Nathan se dedica em desenvolver se chamada AVA. O rapaz foi escolhido pelo CEO para ser o componente humano em um teste.

AVA é uma consciência muito mais sofisticada do que poderíamos pressupor. Ela demonstra perspicácia e inteligência.

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Alicia Wikander interpreta AVA muito bem. 

No início já percebemos que AVA, começa a se interessar afetivamente e sexualmente por Calleb. Ela é uma “pessoa” muito sedutora.

Em um momento a energia acaba e as câmeras estão desligadas, AVA dá um recado para o programador: “Não confie em Nathan, ele não é teu amigo”.

Nathan

A parte mais interessante do filme é os diálogos de Calleb e Nathan. Os personagens são duas pessoas brilhantes, que discutem ética, sexualidade e comportamento humano.

O programador pergunta ao CEO porque ele configurou AVA com desejos sexuais. Nathan responde, que colocou na inteligência artificial a heterossexualidade. Pois, ninguém escolhe racionalmente ser hétero ou homossexual.

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Calleb (Domhall Gleeson) e Nathan (Oscar Isaac). 

O primeiro homem que AVA viu além do seu criador foi Calleb e isso a fez desenvolver pelo rapaz paixão e desejos sexuais.

No entanto, as coisas começam a se complicar. O rapaz vê através das câmeras, Nathan rasgando os desenhos de AVA. Calleb sente ódio, pois já está envolvido afetivamente com a consciência artificial.

As composições geométricas lembram “O Iluminado” de Stanley Kubrick. A composição fotográfica é muito bonita e os enquadramentos bem feitos. O cineasta optou por close, principalmente na atuação de Alicia Wikander, que interpreta AVA. 

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Cena de O Iluminado de Kubrick. A profundidade do corredor, onde não sabemos o que vamos encontrar ao final, além da utilização da cor pastel e vermelho, são elementos presentes em Ex Machina. 

A trama a princípio parece clichê, mas não é, pois, o final é bem surpreendente e trará muitas reflexões. Uma delas é até que ponto a ciência pode ir? Quais são os limites éticos?

Não posso falar mais sem correr o risco de dar spoilers, portanto, deixarei o restante com vocês!

 

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11 comentários sobre “Resenha filme: Ex Machina Instinto Artificial – Alex Garland

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