Resenha filme: Neve Negra – Martín Hodara

Neve Negra começa com um menino caminhando pela neve, carregando uma escopeta. Uma voz diz: Juan! O menino se vira…..

Juan

Martín Hodara construiu um thriller ao redor de uma família marcada pela escuridão e dureza, assim como a natureza que a acompanha.

cenas bem escuras
As cenas internas são bem escuras, evidenciando o caráter sombrio da família. 

Depois de muitos anos, o personagem Marcos volta da Espanha para a Patagônia (Argentina), com a esposa Laura, que está grávida. 

O motivo da ida dos personagens para a Patagônia é uma proposta feita por uma mineradora canadense de comprar as terras da família. Mas, para que isso se concretize eles precisarão convencer o irmão Salvador. 

Aos poucos vamos conhecendo a família. Os pais faleceram, o filho mais velho é Salvador, um personagem com olhar duro e hostil. Sabrina é a única filha e está em uma clínica psiquiátrica. Marcos é o irmão do meio e mora na Espanha. As cenas em que o pai aparece tomamos contato com uma pessoa dura e punitiva.

Através do olhar de Laura (esposa de Marcos) vamos conhecendo o clã. Aos poucos construímos a narrativa, através de flashbacks.

Foto da família - Marcos não aparece
Marcos mostra uma foto da família para Laura, faltando um pedaço, o que é muito simbólico. 

Salvador tem uma personalidade “rara” (estranha), extremamente fechada, não demonstrando nenhuma felicidade com o retorno do irmão.

Primeiro contato com Salvador
Esse é o nosso primeiro contato com Salvador (Ricardo Darín). 

Os diálogos entre eles são compostos de silêncios e olhares hostis. O relacionamento dos irmãos é frio como o clima.

Ricardo Darín

Os três protagonistas saem para caçar e Marcos se nega a pegar o rifle. Há todo um desdobramento por conta dessa cena. 

A natureza é também um personagem. Ela é feroz e hostil, tendo até um caráter punitivo.

Natureza é impiedosa.
A natureza atua como um personagem. Ela não perdoa. 

Neve negra é um thriller muito angustiante, que te prende do início ao fim. Os atores tiveram uma atuação brilhante, mal consegui reconhecer o Ricardo Darín.

As montagens foram feitas de maneira que sempre ficamos na expectativa de que algo muito sinistro pode acontecer. Além disso, a música do piano ao fundo confere o suspense que a trama precisa. 

Também, há um barulho de madeira estalando e lenha queimando, recursos para conferir medo.

Patagônia
Apesar de uma fotografia bonita, a natureza é claustrofóbica. 

Fica a dica para vocês de um filme excelente!

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