Resenha filme: Layla M. – Mijke de Jong

Layla M. é um filme holandês, que narra a história de uma jovem muçulmana, chamada Layla de família marroquina, que mora em Amsterdã.

A protagonista é uma adolescente, entrando na fase adulta, de personalidade forte porém, ao mesmo tempo, com complexo de inferioridade, devido ao fato de viver em um país ocidental permeado pela islamofobia.

Já na primeira cena, tomamos contato com a realidade de Layla: Ela está arbitrando um jogo de futebol masculino e é ridicularizada pelos jogadores, pelo fato de ser mulher e muçulmana. 

Layla

Nora El Koussour como Layla. 

Layla se preocupa com os sírios, palestinos e todos os islâmicos em condições de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, ela apresenta uma necessidade de agredir ao externo, expressando um ódio latente. 

Ódio

A maneira como a jovem vivencia sua religiosidade é bastante problemática. Layla decora e recita partes do Al Corão fora de contexto. A protagonista em momento nenhum questiona o que aprende. 

Influenciada por discursos políticos de líderes repletos de ódio, a jovem começa a se tornar cada vez mais radical, contrariando principalmente seus pais, que não concordam com essa interpretação da fé islâmica.

Layla comendo com a burca

Layla jantando vestida com burca. 

Nada detém Layla, que se torna obcecada, chegando a rezar no refeitório da escola e a jantar de burca dentro de casa. 

Reza

Layla rezando no refeitório da escola. 

Dentro de um contexto, não demora para que pessoas mal-intencionadas se aproximem da protagonista. É o caso de Abdel seu namorado.

Desde o início, é nítido que ele trabalha para o Estado Islâmico. Layla foge de casa para casar-se com Abdel. De Amsterdã eles vão para a Jordânia, de lá para a Síria. 

Terroristas

Layla passa a correr perigo com o Estado Islâmico a procura de jovens fanáticos. 

Na Jordânia, Layla conhece outra jovem alemã recrutada pelo Estado Islâmico, cuja função é gerar combatentes para Alá. 

O que eu mais gostei no filme é a maneira como a protagonista é retratada. A cineasta poderia cair em o clichê de representar Layla como uma terrorista cheia ódio. No entanto, ela foi apresentada como uma personagem complexa, com várias nuances. 

Campo de refugiados

Layla é uma personagem complexa. 

Acredito que Jong e a equipe souberam captar a humanidade dos personagens, deixando-os bem longe do maniqueísmo. Mesmo pertencendo à uma realidade distante é possível nos identificarmos com Layla. 

Alguém poderia argumentar que esse tipo de coisa está longe da nossa realidade. Se olharmos bem, vemos  que não está. Visto que pela internet, qualquer pessoa pode ser recrutada. Também, fanatismo e lavagem cerebral não são privilégios do Estado Islâmico, nós temos isso no Brasil em outras versões. 

A partir daqui, eu deixarei com vocês!!

Jornal: jovens são aliciados pelo Estado Islâmico no Brasil:

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/oriente-medio/jornal-jovens-sao-aliciados-pelo-estado-islamico-no-brasil,580905c12414c410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

Estado Islâmico usa internet para recrutar jovens de todo o mundo:

https://globoplay.globo.com/v/4610959/

A tática do Estado Islâmico para me recrutar – e como eu resisti:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150824_ei_tatica_radical_fd

 

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