Resenha série: O Alienista – Jakob Verbruggen

“No século 19, acreditava-se que pessoas que sofriam de doenças mentais estavam alienadas de sua verdadeira natureza. Especialistas que as estudavam eram conhecidos como alienistas. ”

A série aborda vários temas como: Doenças mentais, na época designadas como alienação, assassinatos em série, prostituição infantil, pedofilia, machismo, pobreza, jogos de azar, racismo, antissemitismo, violência contra crianças e conflitos entre brancos e índios.

O alienista - pedofilia

A série aborda temas pesados como pedofilia e prostituição infantil.

Nova York, 1896, um corpo de um menino, vestido como mulher, é encontrado morto, assassinado com requintes de crueldade.

Nova York - Favelão

Reconstrução de Nova York de 1896, mostrando a pobreza.

O menino, chamado Sartorelli, era filho de imigrantes italianos paupérrimos; era conhecido por se prostituir nos becos escuros de Nova York.

O crime choca a sociedade. O personagem Laszlo Kreizler (Daniel Brühl) é solicitado para ajudar a polícia a encontrar o criminoso.

Laszlo

Laszlo Kreizler (Daniel Brühl) monta uma equipe para investigar o crime.

Laszlo decide montar uma equipe para investigar o assassinato. Para isso, ele convoca a jovem Sara Howard, que é a primeira mulher a trabalhar no Departamento de Polícia. A partir da personagem, a série discutirá os desafios das mulheres no período, trabalhando em um ambiente estritamente masculino.

Sara Howard

Dakota Fanning como Sara Howard.

Também, participará do grupo John Moore, um ilustrador jornalístico e os irmãos judeus – Marcus e Lucius Isaacson – cientistas forenses.

O Alienista - irmãos judeus

Os irmãos – cientistas forenses – Lucius e Marcus farão parte da equipe de Laszlo.

Conforme, a equipe investiga o crime vamos conhecendo um pouco da cidade de Nova York de 1896. Uma pobreza extrema, contrastando com uma riqueza imponente.

 

Os imigrantes viviam em condições subumanas, em apartamentos minúsculos com mais ou menos 15 moradores cada. Para nos ambientar no local, a série coloca sempre barulhos de bebês chorando, possivelmente de fome, e crianças com tosse. As doenças respiratórias eram comuns, visto que, os apartamentos eram sujos e embolorados.

Crianças pobres

Era comum crianças pobres dormirem nas ruas.

O ambiente era escuro e as ruas imundas. A noite a prostituição tomava conta. Existia um prostíbulo, em que o menino Sartorelli trabalhava, que contava somente com garotos prostitutos. Muitos homens da elite frequentavam o lugar. 

O alienista - meninos prostitutos

Cena de prostituição infantil.

As crianças vestiam-se de mulheres e ficavam se exibindo, tentando seduzir clientes.

Criança prostituta - O alienista

Meninos se prostituíam nas ruas de Nova York.

Os meninos eram filhos de imigrantes: italianos, sírios, irlandeses, todos tinham em comum a extrema pobreza.

O alienista - pobreza

Reconstrução das favelas de Nova York de 1896,  à noite.

A série nos mostra que era comum o pai contrair dívidas em jogos de azar,  rinhas de galos ou lutas livres e acabarem vendendo os filhos ou filhas para a prostituição.

luta livre

As cenas em que a degradação humana aparece são sempre escuras, como no exemplo, uma cena de luta livre.

O preconceito da sociedade era imenso. O Departamento de Polícia ao deparar-se com o corpo de Sartorelli, diz assim: “Bem feito para os carcamanos”.

 A mãe Sartorelli recebe uma carta do assassino, com conteúdo extremamente xenófobo. Palavras como imigrantes sujos e degenerados apareceram com frequência.

A partir da carta a equipe detecta alguns pontos decisivos da personalidade do assassino e começa a seguir as pistas. 

Os conflitos pessoais e profissionais também fazem parte do contexto do grupo de trabalho formado por Laszlo. Sara Howard é sempre desacreditada por ser mulher, a jovem tem questões não resolvidas com seu pai. Laszlo tem um passado difícil, com sequela irreversível no presente e os irmãos Isaacson lidam com o antissemitismo.

Tudo isso, influenciará, para o bem e para o mal, o resultado das investigações. Os personagens são ambíguos e estão longe de serem perfeitos, por isso, são bem construídos.

O jogo político começa a aparecer, principalmente, quando Laszlo chega perto da elite de Nova York.

Os ricos estavam muito preocupados em arrecadar donativos para as crianças abandonadas, ao mesmo tempo, que desejavam que a investigação desaparecesse, demonstrado uma profunda hipocrisia.

O alienista - elite degenerada

Parte da elite é representada como mentalmente degenerada.

A narrativa mescla personagens fictícios com reais, figuras como Theodore Roosevelt, que posteriormente se tornará presidente dos Estados Unidos e o empresário J.P. Morgan aparecem na série.

Durante as investigações a equipe se depara com conflitos entre brancos e índios e suas consequências  para a sociedade.

O Alienista - casa queimada

Casa de um Pastor incendiada por índios.

Índios

A série aborda os conflitos entre brancos e índios.

O thriller é muito bem amarrado e os personagens interessantes. A ambientação é perfeita e edição muito bem-feita. A representação dos atores é excelente!

Eu achei o início um pouco lento, mas depois não consegui mais larga-la. A série é muito boa e interessante.

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10 comentários sobre “Resenha série: O Alienista – Jakob Verbruggen

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