Resenha série:  Secret City – Joanna Werner

Secret City é uma série – thriller australiana, que se passa na capital do país – Camberra.

Uma jovem australiana, chamada Sabine atira fogo em seu próprio corpo, para protestar, pela libertação do Tibete. Um rapaz aparece estripado nas margens de uma lagoa. (Nenhuma das informações são spoilers, pois ficamos sabendo nos primeiros minutos da série.)

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A Austrália pretende construir dois submarinos. O Ministro da Defesa, de esquerda, é pró China e pretende construí-los no próprio país, para fortalecer a indústria local. Ele seria um excelente político se não tivesse desviado milhões do sindicato, além de beneficiar os chineses em detrimento dos interesses da Austrália.

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Mal Paxton é Ministro da Defesa e pró China, contesta a influência norte-americana na Austrália.

Do lado oposto temos a Procuradora Geral – Catriona Bakley, pró Estados Unidos, ela pretende construir os submarinos no Japão, porque é mais barato, fato que beneficiaria os estadunidenses, pois a tecnologia utilizada seria do seu aliado. O Primeiro Ministro fica no meio dos dois.

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Catriona Bakley é pró Estados Unidos e não mede esforços para destruir o Ministro da Defesa.

Harriet Dunkley é uma jornalista especialista em política, que resolve investigar o caso de Sabine e do rapaz assassinado e, por isso, entrará em um emaranhado de problemas complexos. 

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Harriet Dunkley  (Anna Torv) é uma jornalista especialista em política, caberá a ela investigar o caso de Sabine e do jovem assassinado.

Somando tudo isso, temos a personagem Kim, uma mulher transexual e ex-marido de Harriet, que trabalha na Central de Inteligência do país. No início não fica claro seu posicionamento.

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Kim é transexual e ex-marido de Harriet. Um ponto positivo da série é a representatividade dos personagens: há mulheres em diversa posições, negros e a Kim. Todos são personagens complexos e longe de esteriótipos.

Sobre Sabine, a única coisa que sabemos é que ela se encontra em uma prisão chinesa, acusada de terrorismo. Segundo um jornalista seria melhor que ela tivesse morrido em decorrência das queimaduras, devido as condições horrorosas desses locais.

A China não concede liberdade ao Tibete por conta dos recursos naturais e da sua localização, no centro da Ásia. Para termos uma ideia, 30% das fontes naturais de água estão em território tibetano, o principal rio chinês –o Rio Amarelo, tem sua nascente na província.

As informações veiculadas pela imprensa internacional é a de que os Direitos Humanos não são cumpridos pelo governo de Pequim, em relação aos tibetanos, que contestam o poderio chinês.

A Austrália fica em meio a queda de braço, entre os Estados Unidos que dominam o comércio no Pacífico e atualmente tem seu poder econômico e político contestado pela China.

É nesse jogo de poder complexo entre jornalistas, políticos australianos de direita e esquerda, chineses, americanos e jovens que lutam em prol do Tibete, que o thriller se passa.

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Os embaixadores chineses.

Quando começa a investigar os acontecimentos Harriet Dunkley  recebe ameaças e tentativas de assassinato e obviamente não compreendemos quem está por trás.  

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O embaixador norte-americano entrará em queda de braço com a China.

Como um bom thriller nunca sabemos o que de fato está acontecendo, as coisas não são o que aparentam e muito menos as pessoas são confiáveis.

Quando começamos a assistir a série, os acontecimentos parecem desconexos, mas tudo fará sentido no final.

Fica a dica para vocês de uma série bacana para quem gosta de thrillers, também pela qualidade com ela apresenta a complexidade da geopolítica atual.

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Protestos incendiários:

https://oglobo.globo.com/mundo/protestos-incendiarios-no-tibete-6902319

Não achei o trailer em português, mas a série está na Netflix.

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