Resenha filme: O Guardião Invisível – Fernando González Molina

O Guardião Invisível é um thriller que se passa em Navarra, norte da Espanha, perto do rio Baztán, povoado de Elizondo.

Um caso estarrecedor está assustando o pequeno lugar: Duas meninas foram assassinadas e seus corpos jogados no rio Baztán.

A protagonista é Amaia Salazar, uma policial, oriunda de Elizondo, que vive em Pamplona e estudou criminologia no FBI.

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Marta Etura como Amaia Salazar.

A maneira como elas foram mortas e seus corpos apareceram seguem um padrão: As jovens foram enforcadas com uma corda fina branca, estão nuas, os pelos pubianos foram raspados e sobre a pélvis há um doce típico da região.

As meninas assassinadas são julgadas, ora pelas amigas, ora pelos vizinhos. A imprensa nomeia o serial killer de Basajun – um deus protetor da floresta na mitologia basca. Como um assassino ganha a alcunha de um protetor?

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O modo como o serial killer opera é uma das chaves para desvendar os crimes.

Concomitante a tudo isso, Amaia Salazar é uma pessoa traumatizada por problemas na infância e sua condição piora, quando ela retorna ao povoado.

A policial mentiu para seu marido em relação à sua mãe e sua irmã mais velha a acusa de abandono. Muitas são as questões não resolvidas nessa história.

Enquanto isso o serial killer segue fazendo mais vítimas. A princípio ninguém entende o que o motiva, visto que as meninas não foram abusadas sexualmente.

Amaia corre contra o relógio, pois, sabe o que “Basajaun” voltará a atacar. Mas, parece que tudo conspira para impedi-la de chegar ao verdadeiro assassino. Até sua irmã passa uma informação falsa.

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Fernando González trabalha bem o mistério e a narrativa é cheia de plot twist (reviravoltas).

O filme é baseado no livro homônimo de Dolores Redondo, sendo o primeiro de uma trilogia chamada “Baztán”.

Eu gostei do longa-metragem, apesar de achar que ele se arrastou em alguns momentos.

Fiquei muito curiosa em ler o livro de Dolores Redondo, pois, ao pesquisar em alguns sites de literatura espanhola, muitos afirmaram que a obra é muito melhor que o filme. Até hoje não li nada da autora.

Adorei o fato da narrativa se passar na Espanha, visto que os melhores thrillers sempre acontecem nos Estados Unidos, é interessante ver um lugar diferente, ainda mais quando abordam a cultura local, como a mitologia basca, por exemplo.

A fotografia é linda, a chuva e os tons de verde escuro conferem frieza e tristeza, sentimentos importantes na narrativa.

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A fotografia é maravilhosa. Todo o filme é rodado em tons de verde escuro, dando um ar de melancolia, conforme pede a trama.

Fica a dica para vocês de um filme bom, para quem gosta de thrillers. Assim que eu terminar de ler o livro de Dolores Redondo conseguirei fazer uma comparação e a trarei para vocês.

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