Resenha doc. Holocausto: A libertação de Auschwitz – Alexander Voronszo

“Se pudesse enviar uma mensagem para as próximas gerações, ela seria que não permitissem novamente o que aconteceu”. Anatoly Shapiro

Em 27 de janeiro de 1945, o Exército Soviético chegou ao campo de concentração de Auschwitz.

Até aquele momento, os Aliados sabiam da existência dos campos, mas não da dimensão deles.

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Mapas dos campos de concentração na Polônia. 

Auschwitz foi criado a princípio para assustar a população polonesa, também para resolver o aumento dos prisioneiros poloneses, que causava superlotações nas prisões comuns.

A partir de 1942, o local começou a se tornar o maior centro de extermínio em massa dos judeus.

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Complexo industrial de Auschwitz- Birkinau. 

Cerca de 1,3 milhões de pessoas morreram em Auschwitz, segundo as documentações que sobraram: 200 eram mil judeus, 150 mil poloneses, 23 mil ciganos, 15 mil soviéticos e 25 mil pessoas não identificadas nos documentos, provavelmente homossexuais, Testemunhas de Jeová e prisioneiros políticos.

Em 1942, muitas empresas alemãs começaram a se mudar para o complexo, para evitar o bombardeamento Aliado e para aproveitar a mão de obra escrava.

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Complexo industrial de Auschwitz I. 

Alexander Voronszo foi o cameraman soviético responsável em filmar o exército e foi designado em mostrar para o mundo as atrocidades que os nazistas praticaram.

Anatoly Shapiro foi o primeiro oficial soviético a entrar em Auschwitz. O militar foi quem abriu os portões do campo principal, o batalhão que comandava libertou os primeiros 500 prisioneiros. Ele descreveu a condição psicológica dos prisioneiros: “Quando dissemos a eles que o exército soviético os havia libertado, eles sequer reagiram. Não conseguiram falar ou mesmo mexer a cabeça.”

Segundo ele, o cheiro era tão terrível, que os soldados passavam mal e imploravam para não terem que entrar no campo de concentração.

As crianças encontradas não entendiam de onde eram e de onde tinham vindo. Muitas tinham visto outros pequenos sendo mortos e queimados vivos.

Elas desenvolveram posteriormente, várias doenças como depressão, síndrome do pânico, fobias de cachorros, de jaleco branco e da língua alemã.

O documentário mostra uma entrevista com Voronszo que descreve os horrores que ele presenciou.

A câmera nos mostra muitos detalhes, médicos examinando crianças sobreviventes e mortas, também cadáveres de homens e mulheres a fim de entender o que acontecia no maior campo de concentração.

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Crianças libertadas de Auschwitz. 

Os médicos soviéticos constataram que as principais doenças que causaram as mortes eram tifo e tuberculose. Tinham prisioneiros que foram infectados com lepra, pois faziam parte dos experimentos de Mengele.

O que mais os impressionavam eram os olhos que pareciam de bonecas (sem vida), a pele era fina como papel e se tornava sensível com aparecimento de alergias. Alguns prisioneiros ficaram confinados em lugares tão pequenos que era impossível se sentar.

Alexander mostra uma pilha de cabelos femininos que seriam destinados para a fabricação de meias de trabalho, feltro industrial e revestimentos para submarinos.

Também, foram encontrados uma pilha imensa de roupas, sapatos, óculos e diversos pertences, tudo era reaproveitado pelos alemães.

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Sapatos dos prisioneiros (as) de Auschwitz. 

Durante o julgamento de Nuremberg, o general soviético Kuriatov disse: “Nunca mais o ser humano deveria sofrer nas mãos de outro ser humano, como aconteceu aqui.”

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https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/01/150127_gch_auschwitz_fd

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10 comentários

  1. Eu acho de extrema importância a divulgação de documentários desse tipo. A crueza das imagens deve servir de atenção, para que eventos assim não voltem a acontecer.
    Além de abrir os olhos daqueles que ainda acham que os campos de concentração foram material de propaganda americano.
    Ótimo post.
    Abraço.

    Curtido por 1 pessoa

    • Olá Gabriel, é verdade, é por isso que eu insisto nesse tema. Esse documentário se torna mais importante porque foi feito pelos soviéticos, com depoimentos do cinegrafista. Lembrando que Stálin era antissemita de carteirinha e não tinha porque transformar os judeus em vítimas ou ajudar aos americanos fazendo propaganda. Obrigada por comentar!!! Abraços!

      Curtido por 1 pessoa

  2. Mais triste de tudo é isso que a história se repete, e com o povo que sofreu essa repressão fazendo o mesmo com o povo palestino,um povo que deveria propagar a paz está propagando ódio contra povos irmãos e a intolerância gerada só piora a situação no Oriente Médio.Lamentável

    Curtido por 1 pessoa

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