Resenha série: Dirty John – Alexandra Cunningham

“O grande prazer do psicopata não é a troca afetiva, mas o controle e o jogo da submissão com o outro.” Psiquiatra Ana Beatriz Barbosa

Uma narrativa sobre manipulação, golpe, psicopatia e relacionamento abusivo. Dirty John (John Sujo) é uma série baseada em fatos, que nasceu de um podcast muito popular nos Estados Unidos.

A protagonista é Debra Newell, uma mulher com sucesso financeiro, duas filhas e 4 separações. No entanto, ela não desistiu de encontrar sua felicidade e se registrou em um site de relacionamentos para encontrar um parceiro.

John Dirty 5
Connie Britton como Debra Newell e Eric Bana como John Meehan.

A série mostra a personagem tendo vários encontros e cada encontro o pretendente apresentava um problema: um tinha depressão, outro era alcoólatra, e assim sucessivamente.

Até que apareceu John Meehan, divorciado, com duas filhas, médico, bonito e extremamente simpático, um cara perfeito.

Debra nem de longe desconfiou de tanta perfeição, pelo contrário, mesmo as filhas e parentes avisando que ele poderia não ser o que demonstrava, a protagonista mergulhou de cabeça no relacionamento, em menos de 6 meses estavam casados.

No início da série, já fica claro que John é um predador de mulheres. Ele nutria um ódio imenso pelas filhas de Debra, pois as via como um empecilho para manipular a protagonista de uma vez, elas eram a única barreira.

Dirty John

Muitas pessoas que assistiram a série ficaram em dúvida se o golpista amava ou não sua esposa, pois ele poderia ser somente um incompreendido socialmente.

Acredito que não, porque os psicopatas são grandes atores, eles têm o dom de se transformarem no que o outro deseja para terem aquilo que necessita. Lembrando que esse tipo de gente não tem sentimentos.

Dirty John 3

O poder que ele exercia era extremo, John vigiava sua esposa o tempo inteiro, controlava seu dinheiro e suas amizades.

Ele era sempre sarcástico e fazia comentários inapropriados, como em uma cena com o sobrinho da protagonista.

John manipulava Debra sendo o marido perfeito, fazia sucos para ela no café da manhã, se colocava como vítima com suas experiências (inventadas) no Iraque e criava perigos para se mostrar o protetor dentro do relacionamento.

O mérito da narrativa consistiu principalmente em mostrar a infância do psicopata, longe de justifica-lo a história o explicou.

Karen, irmã do golpista, foi a primeira de suas vítimas, ele se aproveitou dela financeiramente de várias maneiras.

Neto de um dos fundadores da máfia italiana “Cosa Nostra”, John foi ensinado desde criança a aplicar golpes.

Em um restaurante seu pai o fez mastigar vidro para não pagarem a conta, em outro momento o garoto se jogou na frente de um carro para ganhar dinheiro com a indenização.

John foi criado sem ter empatia por ninguém, as pessoas eram um meio para que ele conquistasse seus objetivos.

A primeira esposa come o pão que o diabo amassou nas mãos dele, assim como suas namoradas, nenhuma ficou a salvo.

Ele era muito criativo em inventar histórias convincentes e assim fez uma quantidade enorme de vítimas.

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Debra Newell e John Meehan.

Não vou dar spoilers do que acontece. Mas, o que posso dizer é muito fácil culpabilizar Debra por ter sido enganada, mas não é bem assim.

O psicopata é sedutor e especialista em enganar as pessoas e muitas pessoas se tornaram vítimas, mesmo tomando uma série de cuidados.

Qualquer um pode ser trapaceado por uma pessoa dessa, lembrando que a maioria das pessoas que tem esse transtorno não matam, mas todos eles causam muitos estragos na vida dos outros.

A série é muito boa, eu praticamente a devorei, pois, a narrativa sempre me deixou na expectativa do que ia acontecer e como a história iria se desenrolar. A série é filmada na Califórnia, portanto a fotografia é belíssima e a edição é muito bem-feita.

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