Resenha filme: Pelas ruas de Paris – Elisabeth Vogler

Pelas ruas de Paris narra a história da jovem francesa – Anna que vive em meio à vários conflitos psicológicos, na linda e caótica Paris.

A narrativa e a edição trazem conflitos existencialistas, lembrando o cinema de Terrence Mallick.

Pelas Ruas de Paris 3
Noémie Schmmidt como Anna. Como Terrence Mallick, Elisabeth Vogler trabalha bastante com closes nos atores, narrativa existencialista e uma linda fotografia.

A obra de Elisabeth Vogler não é de simples compreensão, pois mistura imagens reais com oníricas (sonhos), muitas vezes não sabemos o que é imaginação da protagonista ou realidade.

A cidade de Paris aparece como uma personagem da história, pois Anna está completamente integrada à cidade, ela não existiria em outro lugar, por isso, a protagonista se recusa em viver em Barcelona com seu namorado.

Paris
Paris aparece como uma personagem do filme.

A personagem tem várias discussões e questionamentos sobre dinheiro, acomodação e felicidade.

Em uma sociedade líquida, em que ninguém tem apego a nada, Anna se mostra diferente, primeiro com sua ligação à terra natal, segundo para ela morrer como garçonete não há problema nenhum.

Pelas ruas Paris 1
O filme começa em meio a escuridão, representando o lado onírico da personagem.

O contraponto aparece na personalidade do namorado, uma pessoa que ambiciosa que quer crescer na profissão e largar a França.

Enquanto esses questionamentos surgem, aparece Paris tomada por protestos e gás lacrimogêneo, mas no momento seguinte aparece o povo na rua tranquilo ouvindo uma orquestra tocar.

Pelas Ruas de Paris 6 protestos.png
Protestos nas ruas de Paris.

 

Toda essa contradição, também está presente na protagonista, pois ela quer continuar com o namorado, porém, não pretende mudar sua personalidade.

Seus valores são antigos, isso não é apresentado como bom nem mal, no entanto, os nossos tempos (representados pelas falas do companheiro) cobram outras posições.

Como uma pessoa pode ser feliz como garçonete? Uma vida toda na mesma profissão? Isso causa estranheza nas sociedades ocidentais.

Os valores novos atropelam os velhos sem piedade, o que sobra para a protagonista é tentar não morrer.

Pelas Ruas de Paris cemitério.png

Anna tem uma experiência com quase morte (não vou contar o que é), isso também faz com que ela questione sua relação com o namorado.

Pelas ruas de Paris não é um filme de fácil compreensão, mas vale a pena dar uma chance para outros tipos de narrativas, a experiência será interessante.

A partir daqui deixarei com vocês!

Me siga no instagram! Veja o que estou lendo ou já li! https://www.instagram.com/oroscojuliane/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s