Resenha série: O Escolhido – Michel Tikhomiroff

“A ciência sem fé é loucura e a fé sem ciência é fanatismo. Martinho Lutero

A série brasileira da Netflix, “O Escolhido” trabalha a dualidade entre a fé e a ciência.

Três jovens médicos são enviados para um vilarejo no Pantanal a fim de vacinar a população contra uma mutação do Zika vírus.

A Secretaria da Saúde do Mato Grosso faz contato com o médico do local e recebe a seguinte mensagem: “Por favor, não venham.”

Não entre
Quando os médicos chegam próximos a Aguazul se deparam com essa mensagem. Em muitos momentos a população deixa claro que não quer contato com o mundo externo.

Mesmo diante dessa mensagem bastante estranha, os médicos precisam vacinar a população e decidem ir até ao vilarejo.

Perto do local, encontram um pescador que os advertem que o povo de Aguazul não gosta de receber visitas, muito menos de médicos.

Os escolhido - não entra médico.png

Quando eles chegam ao destino são recebidos com hostilidade pela população e acontece algo bastante inusitado.

Médico
Os médicos são tipos, não tem o psicológico muito desenvolvido na narrativa. Lucia (Paloma Bernardi) é uma médica de Campo de Grande formada em São Paulo, Damião (Pedro Caetano) é um carioca, oriundo de uma comunidade e o rico Enzo (Guto Szuster). Talvez na segunda temporada, eles apareçam mais desenvolvidos.

As pessoas deixam muito claro, elas não querem ser vacinadas, não acreditam na ciência, pois quando ficam doentes são curadas pelo “Escolhido”.

Medicina traz morte - O escolhido

Até então, não sabemos nada a respeito desse missionário, somente que toda a cidade gira em volta dele e nada é feito sem a sua permissão.

A imensidão da natureza - O escolhido
Nessa cena, vemos a natureza muito vasta e os médicos muito pequenos no barco, isso demonstra o pouco poder que eles tem diante do ambiente.

A narrativa lembrou um pouco o messianismo do Antônio Conselheiro, líder do arraial de Canudos na Bahia. Uma população pobre e monarquista que não queria a intervenção do Estado em suas vidas, assim como o povo de Aguazul. Porém, as semelhanças ficam somente nesses aspectos.

conselheiro170
Antonio Conselheiro

A narrativa é bastante interessante, sempre mantendo o suspense entre um episódio e outro. A fotografia é muito bonita e a edição bem feita.

Minha única crítica é em relação a algumas frases que soam estranhas ou superficiais e acredito que tenham sido colocadas para facilitar a tradução para o inglês.

A partir daqui vou deixar com vocês, para não correr o risco de dar spoilers.

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