Resenha doc.: O Contador de Auschwitz – Matthew Shoychet

O documentário “O Contador de Auschwitz” nos conta a história do julgamento de Oskar Gröning, que exerceu a função de “contador” em Auschwitz.

Sua função era cuidar das bagagens dos prisioneiros em um departamento que tinha o apelido de “Canadá” (o nome foi dado por ser um país rico). Uma frase em seu depoimento demonstrou que o genocídio foi executado e era de conhecimento de todos os funcionários do campo: “Eles não precisariam nunca mais dos seus pertences”.

Interessante observar que Oskar Gröning critica quem nega a existência do Holocausto afirmando: “Eu vi, eu estava lá. Existiam câmeras de gás e fornos crematórios, não havia como nenhum judeu sair dali vivo.”

O contador de Auschwitz - eu estava la.png
Em tradução livre, depoimento de Gröning: “Eu quero dizer a quem nega [Holocausto]: Eu vi os crematórios, eu vi valas em chamas. E eu quero que você acredite que essas atrocidades aconteceram. Eu estava lá.” 

A obra faz vários questionamentos como por exemplo, somente o alto escalão nazista foi julgado e condenado, sendo que alguns se suicidaram.

Outro problema é se o tribunal alemão estaria julgando a mesma pessoa, pois quando trabalhou no campo de extermínio nazista Oskar Gröning tinha 23 anos e no julgamento 92 anos.

No entanto, os horrores que vieram depois do Holocausto, como o genocídio na antiga Iugoslávia, Ruanda, Camboja e Darfur se devem a falta de condenação dos alemães que perpetraram o Shoá.

O contador de Auschwitz - Sangue
Quando Gröning foi questionado sobre as crianças assassinadas, lemos essa resposta. Isso demonstra bem a mentalidade do regime nazista. 

Esse fato demonstrou para o mundo que o crime compensa, que em caso de um indivíduo participar de um genocídio nada acontecerá a ele individualmente.

Lembramos da famosa frase de Hitler: “Quem se lembra do genocídio armênio?” Quando ele e o alto comando nazista estavam planejando métodos que utilizariam na “Solução Final” (aniquilação completa do povo judeu).

O contador de auschwitz - passeata
Infelizmente a ideologia nazista ainda persiste. 

Interessante observar que muitos alemães que participaram do Holocausto se entregaram no final da guerra aos americanos, acreditando que jamais seriam punidos, pois compreendiam não terem feito nada sério.

O contador de Auschwitz - gente sem condenação
Muitos criminosos de guerra nazistas não foram sequer julgados. 

O documentário contou também com a entrevista de alguns sobreviventes, que narraram um pouco do horror em que foram vítimas.

Deixo a dica desse documentário para quem se interessa pelo assunto, vale a pena entender um pouco mais.

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Eu não encontrei o trailer e nem o documentário, para assistir você encontrará na Netflix.

 

 

 

 

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5 comentários

  1. Esse aí já estava na minha lista. É interessante esse pensamento de não estar fazendo nada de errado. Isso mostra como o nazismo estava entranhado no ideológico das pessoas, como suas doutrinas eram ‘comprovadas’ e justificadas.
    O pior de tudo isso é saber que apesar do horror do holocausto ainda vemos muitas ideológicas separatistas muito vivas atualmente.
    Ótima dica.
    Abraço.

    Curtido por 2 pessoas

  2. Pergunta do dia quando os oficiais israelenses serão julgados pelas atrocidades contra os povos árabes ? pelo jeito nunca.Com todo o sofrimento que os judeus já tiveram o certo seria eles tentarem conviver na paz com os países vizinhos,mas na verdade eles querem dominar todo o Oriente Médio,é muito triste tudo isso,pobre povo palestino.

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    • Olá Bruno, faço a mesma pergunta. Gostaria que além dos israelenses fossem julgados: o exército norte-americano, o Trump, os chineses, a Coréia do Norte, Irã, o Estado Islâmico, Al Qaeda, Guangue dos Bárbaros na França e todos os antissemitas de lá, os turcos pelo genocídio armênio, Hezbollah, Hamas, os chechenos, os traficantes da América Latina,as FARCS, os políticos corruptos brasileiros, os fazendeiros que colocaram fogo na Amazônia…..a lista imensa. Eu gostaria de ver a justiça, mas sou só uma historiadora…Abraços.

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    • Bruno, com todo respeito, não sei de onde vêm as informações que fundamentam seu entendimento sobre os conflitos entre Israel e as nações vizinhas, mas considero suas afirmações equivocadas. Se você realmente se interessa pela questão, procure pesquisar a fundo, conhecer a realidade, a história, sem se deixar levar pela máquina propagandista “antissionista” – que nada mais é do que a fachada do antissemitismo contemporâneo. Se levar em conta o estado em que estava o território do estado moderno de Israel antes da sua criação, as dinâmicas das correntes migratórias desse período, os motivos que levaram a criação de dito estado, a postura de Israel versus a de seus oponentes diante de sucessivas tentativas de acordos de paz, a dimensão geográfica de Israel comparada a dos países árabes ou muçulmanos ao redor, o fato de que, em Israel, um árabe muçulmamo pode viver perfeitamente integrado, até participar do governo, enquanto um judeu em países árabes corre risco de vida… o fato de que os que saem esfaqueando civis inocentes em suas casas, executando atentados com bombas, lançando mísseis para destruir plantações alheias, etc., são terroristas árabes ou muçulmanos, não judeus. Israel não quer dominar o Oriente Médio. São os únicos que tentam conviver em paz com os vizinhos. São as nações vizinhas que querem aniquilar (não dominar) Israel. São organizações terroristas como o Hamas e o Hesbolah que dominam seu próprio povo, mantendo-o em condições precárias, na ignorância e fomentando entre eles o ódio por Israel. Não é em Israel que crianças são endoutrinadas a odiarem os judeus e Israel em programas de TV. Israel se defente, simplesmente para existir – e existe porque o mundo, por ódio ou omissão, quase aniquilou seu povo. Um documentário introdutório interessante sobre a questão é “Palestine – The Invention of a Nation”. Paz! (p.s. entenda que falo em termos sócio-políticos – que existem indivíduos ‘bons’ e ‘maus’, capazes de atrocidades, em toda e qualquer etnia, nação, raça, etc., isso é fato.)

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