Resenha livro: A mala de Hana – Karen Levine

Karen Levine é uma escritora e produtora canadense, que nos conta uma história real que se passou em três continentes durante um período de setenta anos.
A narrativa envolve uma menina judia – Hana Brady – da antiga Tchecoslováquia, seu irmão mais velho – Georg Brady- e a curadora do Museu do Holocausto de Tóquio – Fumiko Ishioka, o Museu Judeu em Praga e o Museu de Auschwitz.

Fumiko
Fumiko Ishioda ensinando sobre Holocausto à crianças japonesas.

O Japão foi um país aliado dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, no entanto, os japoneses tem grande interesse em conhecer essa parte tão terrível da História da humanidade, que foi o Holocausto.
Um anônimo doador japonês decidiu contribuir para o combate a intolerância, assim ele fundou o Centro Educacional do Holocausto de Tóquio.
Fumiko Ishioka, responsável pelo Centro Educacional, criou um projeto para crianças e adolescentes chamado “Pequenas Asas”, com o objetivo de propagar esse conhecimento por todo o Japão.
Em 2000, a educadora pediu ao Museu de Auschwitz algum objeto que tenha pertencido à alguma vítima.
Depois de alguns meses, ela recebeu uma mala escrita em tinta branca: “Hana Brady. 16 de maio de 1931. Órfã”.

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A mala de Hana.

As crianças começaram a perguntar: “Quem foi Hana Brady? De onde ela veio? O que ela pode ter colocado dentro da mala? Como ficou órfã?
Akira, um menino de 10 anos, começou a perguntar como uma criança órfã se sentia, outras crianças ficavam quietas raciocinando o que poderia ter acontecido a menina.
Fumiko não se conformou com a falta de informação e escreveu para vários museus a procura de informações sobre a garota, mas ninguém tinha.

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Foto de Hana Brady.

Até que um dia ela viajou para uma conferência em Londres e de lá para Praga, a fim de visitar o Museu Judaico.
No entanto, era feriado na cidade e por muita sorte, ela conseguiu ser atendida por uma funcionária do estabelecimento que indicou um senhor que quando criança havia sobrevivido ao campo de concentração de Auschwitz e tinha convivido com George, irmão de Hana.
Para a grande surpresa de todos, George estava vivo e vivia no Canadá e Fumiko conseguiu seu endereço.
Através de seu irmão, pudemos descobrir como foi a vida da menina. Antes da guerra, a garota vivia uma vida normal na Tchecoslováquia, com várias amigas e pais amorosos.
Até o dia em que os nazistas invadem seu país. Todos os judeus foram transferidos para um gueto em Terezin, batizado de Teresienstadt, um bairro cercado, vigiado e hiperlotado com 40 mil judeus, sendo 15 mil crianças.

gueto de Terezin
Foto do gueto de Teresienstadt.

Interessante observar que mesmo com a proibição nazista de ter qualquer estudo, muitos professores elaboraram um esquema de ensino para crianças e adultos. Além das disciplinas normais, as crianças tinham aulas de desenho e pintura. Foi a forma que eles encontraram de fazer frente a desumanização imposta pelos alemães.

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Hana com seu irmão George.

Depois de 1 ano padecendo de fome e doenças no gueto, os dois irmãos já órfãos foram enviados para Auschwitz, somente George sobreviveu, Hana assim que chegou, após uma viagem em um trem de gado superlotado, foi enviada para a câmara de gás.
A partir dessa narrativa percebemos a importância da educação em prol dos direitos humanos. A partir de uma mala e com a ajuda de Georg, Fumiko levou a história de Hana para inúmeras crianças no Japão.

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4 comentários

  1. A maioria do povo judeu trata o povo palestino como lixo,isso que é o mais triste de tudo eles não aprenderam nada com o próprio sofrimento.Se os nazistas foram os vilões do passado o exercito israelense seria o vilão de hoje ?

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