Resenha filme: Aqueles que ficaram – Barnabás Tóth

“Aqueles que ficaram” aborda como ficaram os sobreviventes judeus húngaros depois do Holocausto.

Passar pela Shoá é algo inimaginável, mas o depois também não foi nada fácil.

A Hungria passou a ser influência soviética e todos estavam a fim de tocar as suas vidas, tentando deixar para trás os traumas que vivenciaram.

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Klara e Kösner. A fotografia do filme é muito bonita.

No entanto, nada é tão simples assim, principalmente se tratando do Holocausto.

A personagem Klara, uma pré-adolescente, que tem entre 11 e 15 anos, não fica claro a idade real.

Körner é um médico ginecologista, que perdeu toda a sua família nos campos de concentração, assim como a garota.

Klara foi encontrada no pós-guerra por uma tia em um orfanato, que leva a menina para sua casa.

No entanto, devido aos traumas e a inanição, a jovem não menstrua, então elas procuram um médico.

Körner a consulta e diz que Klara precisa se alimentar melhor para poder entrar na puberdade.

A partir desse momento, a jovem começa a se apegar ao médico, como se ele fosse um pai, chegando ao ponto de querer viver com ele.

Kosner passa por falsas acusações.
Kosner passa por falsas acusações dentro do regime soviético.

Klara entra em negação a respeito de seus pais, dizendo que eles estavam presos em um campo de concentração, porém, todos os sobreviventes já haviam retornado.

A narrativa não dá muitos detalhes da vida pregressa das personagens, mas em alguns momentos podemos entender que Klara ficou no gueto, com sua irmã menor (acontece algo terrível), enquanto seus pais foram levados para algum campo de concentração e extermínio.

Dentro desse contexto, a Hungria tinha se tornado um país comunista e as caças as bruxas tinham começado.

Körner foi denunciado por um vizinho, por um motivo x, passando por alguns revezes.

O filme tem uma estética um pouco diferente do que estamos acostumados, visto que é um filme húngaro, eu achei um pouco lento, no entanto, vale a pena conhecermos outras estéticas e maneiras de contar a história.

Mas, mesmo assim é uma obra que para mim vale a pena conhecer, visto que são poucos os filmes que retratam o sofrimento e o drama das pessoas pós o Holocausto.

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