Resenha livro: A Vida Secreta dos Nazistas – Paul Roland

O autor de “A Vida Secreta dos Nazistas” fala a respeito dos crimes e da hipocrisia reinante no III Reich.

Enquanto o alto escalão exigia sacrifícios do povo alemão para financiar a guerra que poucos no círculo interno de Hitler achavam possível ganhar, eles desfrutavam uma vida cheia de privilégios e poder, adquirindo inestimáveis coleções de arte privadas e acumulando fortunas pessoais roubadas das vítimas de países conquistados.

Carinhall
Enquanto os soldados alemães padeciam lutando no inverno russo, contra as tropas siberianas descansadas e experientes, o alto escalão nazista desfrutava de riquezas e privilégios. Na foto vemos o luxo da casa de Göring, que possuía até um zoológico particular.

Roland começa falando de Goebbels, um manipulador cínico da opinião pública e patologicamente egocêntrico, utilizou seu cargo como Ministro da Propaganda para ter casos com várias atrizes.

Magda Goebbels venerava Hitler e o ministro passava noites em claro pensando que a esposa se aproximara dele para poder ter contato com o Führer.

Hans Frank foi um sádico governador geral da Polônia, vivendo como um príncipe em um palácio, enquanto presidia uma nação de escravos.

Heinrich Himmler utilizou sua influência como chefe da SS e da Gestapo para supervisionar o roubo de milhões de libras em propriedades de suas vítimas. O ex fazendeiro de aves se tornou o homem mais temido do III Reich. Pregava um puritanismo para as massas, mas incentivava os homens da SS a terem várias amantes a fim de procriarem.

Para não dizer novamente de Hermann Göring um ex-piloto da Primeira Guerra Mundial e viciado em morfina, adquiriu uma vasta coleção privada de inestimáveis obras de arte mediante fraude, roubo e intimidação.

Rudolf Hoss, comandante de Auschwitz-Birkenau, voltava para a casa no final de cada dia e fazia uma refeição com sua esposa e 5 filhos, enquanto os prisioneiros morriam de inanição e nas câmaras de gás. Nos finais de semana, ele trabalhava nos jardins de sua casa para deixá-la bem bonita.

Rudolf Hoss
Rudolf Hoss em sua casa com esposa e amigos. Enquanto os prisioneiros padeciam em Auschwitz-Birkenau ele vivia muito bem ao lado do campo de concentração e extermínio.

Por fim, Hitler que usou o Partido Nazista como uma plataforma para seus próprios objetivos, o que permitiu a ele tomar o poder e exercer controle sob cada aspecto da vida de seus seguidores, desde a doutrinação ideológica das crianças até o extermínio de deficientes mentais e físicos.

Além da tentativa de assassinar todos os judeus europeus, ciganos, homossexuais e manter os eslavos como escravos.

Como todos os tiranos e ditadores, Hitler era um paranoico que quando subiu o poder usando subterfúgios e manteve por meio da força impôs sua vontade a partir do terror.

Através da propaganda, o nazi-fascismo se tornou muito atraente para a massa descontente e alienada, pessoas ressentidas que cultivavam o desejo ardente de reconhecimento e validação.

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Através da propaganda, o nazismo congregou pessoas ressentidas e criou o judeu como inimigo da nação alemã.

Hitler particularmente se encaixava nesse padrão, visto que, sofreu muitos abusos nas mãos do pai, fazendo com que o futuro chanceler nazista se identificasse com a mãe indulgente e masoquista.

Ele mantinha um profundo desprezo por seus professores, que o descreviam como presunçoso, com pouco autocontrole e temperamento difícil.

O menino Adolf os descrevia como “macacos eruditos” e “caducos”. A criança cheia de ódio se tornou um jovem beligerante que desprezava aqueles que eram mais inteligentes. Quando não foi aceito na Escola de Belas Artes, Hitler não aceitou a possibilidade de não possuir talento suficiente, ele culpou o comitê selecionador que, ele descobriria logo depois, incluía quatro judeus.

O futuro Führer começou a consumir a literatura antissemita que era vendida abertamente em Viena na época e panfletos nacionalistas, além de cartuns pornográficos.

“Seu único amigo, Kubizek, observou: “Ele enxergava em todos os lugares apenas obstáculos e hostilidade. Ele sempre estava enfrentando algo e sempre estava em desacordo com o mundo…Nunca o vi levar nada de forma relaxada.”

É inegável que os relacionamentos íntimos de Hitler com mulheres eram incomuns e nunca fora uma experiência saudável para suas parceiras, cinco das quais tentaram ou cometeram suicídio.

Eva Braum empreendeu pelo menos duas tentativas hesitantes de suicídio nos primeiros anos do relacionamento, Renate Müller pulou de um prédio em 1937, antes que a SS pudesse interrogá-la sobre suas acusações a respeito das “exigências não naturais” de Hitler.

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Todas as mulheres que se relacionaram com Hitler tentaram ou cometeram o suicídio. Ele era conhecido por ser masoquista.

Sua segunda vítima foi sua sobrinha Geli Raubal, que atirou em si mesma em setembro de 1931. De acordo com alguns biógrafos de Hitler, ele escreveu uma carta para Geli, na qual implorava que ela satisfizesse seus ímpetos masoquistas.

Outro ponto é o vegetarianismo de Adolf, ele deixou de comer carne apenas porque sofria de problemas crônicos de digestão e fora aconselhado a evitar carne. Também fora persuadido a tomar chá de ervas em vez de sua caneca costumeira de cerveja.

Seu livro “Mein Kampf” (Minha Luta) se tornou leitura obrigatória, a escrita era ruim, com gramática pobre e cheia de erros com metáforas confusas, evidenciando a ansiedade de Hitler por aplausos.

No pós guerra a população alemã utilizou a obra como papel – higiênico, item que se tornou escasso.

Os nazistas consideravam o vício em drogas uma característica judaica. No entanto, todos sabiam que o exército alemão era drogado.

Em 1940, a Werhmacht e a Luftwaffe ganharam 35 milhões de tabletes de Pervitin ou seu concorrente, Isophan e instruções de que os estimulantes deveriam ser tomados quantos forem necessários para manter os soldados alertas.

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Werhmacht  um exército de drogados.

Não era nenhuma surpresa que um regime mais repressivo e misóginos da história da Europa condenava a prostituição em público, enquanto seus líderes se esbaldavam em casas de meretrício e em relações extraconjugais, por trás das portas o alto escalão pagava por serviços sexuais.

Hitler sancionou a criação do bordel financiado pelo Estado chamado de Salon Kitty em Berlim, no lugar foi instalado câmeras e grampos nas paredes para gravar confissões que pudessem surgir.

Juntos todos esses homens conspiraram para cometer alguns dos mais cínicos e audaciosos crimes do século XX, como o Holocausto.

Sob a máscara e discursos de pureza racial reinou um dos governos mais atrozes e hipócritas de todos os tempos.

Apesar que as informações apresentadas no livros não serem tão secretas assim, o autor se esforçou para evidenciar como o nazista foi maléfico não somente para os inimigos, mas também para os próprios alemães.

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2 comentários

  1. Deve ser muito interessante este livro vou procurar..Juliane sobre os nazistas se preocuparem com o meio ambiente e Hitler sempre dizia que amava os animais ( inclusive um dos primeiros países a criar uma lei de proteção ao animais foi a Alemanha) será que era verdade ou usavam mais como marketing politico ?
    Eu li que na época da guerra alguns países usavam cachorros-bomba pra surpreender os inimigos só que muitas vezes não dava certo porque a bomba explodia antes ou seja era de uma crueldade absurda eu sei que a URSS usou muitos cães mas não sei se os alemães também fizeram essa barbárie pois eles tinham muitos cães na Wehrmatch (principalmente doberman e pastor alemão) e pela matérias que li sobre o assunto os alemães não acreditaram na eficacia dessa atrocidade (ainda bem).Outra curiosidade é sobre o que aconteceu com os animais de estimação dos prisioneiros de guerra e dos judeus será que eles eram adotados pelas famílias alemãs ? ou pelos próprios soldados ? abraços !!

    Curtido por 1 pessoa

    • Acredito que sim, eles tinham preocupação com o meio ambiente, devido a apropriação que eles fizeram do movimento volkish, que primava pela valorização das florestas e pelo retorno do homem ao campesinato. Hitler era vegetariano, porque não podia comer carne, mas acredito que ele gostasse da sua cachorra, pelo menos é a informação que chegou para nós, mas não sabemos se ele trataria um vira lata preto da mesma forma. Eu acredito que os alemães não usaram cachorros bombas, realmente não tinha eficiência nenhuma (uma coisa horrorosa). Eles tinham uma legislação de proteção aos animais. Se os judeus tramavam fuga, eles davam os animais para alguém que eles confiavam, pelo menos a família da Anne Frank fez isso. Mas, se eram pegos de surpresa eram abandonados, acho que a maioria morria. A gente não se lembra que eles também foram vítimas do nazismo. Obrigada pelos comentários. Abraços!!!

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