Resenha HQ: Maus – Art Spiegelman

“Maus” é um quadrinho de Art Spiegelman, que conta a história de seu pai – Vladek antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial.

O autor usa a metáfora para representar as pessoas: os ratos são os judeus, os alemães gatos, os poloneses porcos e os norte-americanos são cachorros.

Na propaganda nazista era muito comum os judeus serem apresentados como ratos, como por exemplo no doc. “O Eterno Judeu”, 1940, onde em vários momentos a comunidade judaica aparece associada aos ratos.

A linguagem gráfica utilizada por Art enfatiza a memória coletiva, de forma que as personagens podem ser quaisquer vítimas.

Art enfatiza a memória coletiva.

Com a leitura vamos adentrando nas memórias de Vladek, quando ele conta sobre sua primeira namorada, depois seu casamento com Anja (mãe de Art), o primeiro filho do casal – Richeu, a guerra e Auschwitz.

A história como podemos imaginar é extremamente triste, mostrando a situação dos judeus naqueles tempos sombrios.

Art procurou humanizar seu pai ao máximo, mesclando sempre a esfera pública e privada, mostrando seus defeitos, qualidades e seu difícil relacionamento com o pai.

Vladek é apresentado de forma bastante complexa, ao mesmo tempo em que é um herói, é uma pessoa com muitas limitações.

O autor também mostra a dificuldade que ele enfrenta em conviver com Richeu, que é o filho perfeito por uma série de motivos.

Dentro desse contexto, vemos Art procurando por sua própria identidade, visto que, ele é o único da família que não passou pelo Holocausto, pois nasceu depois da guerra.

Assim vemos um relato muito pessoal da sobrevivência de uma família, de encarceramentos, esconderijos, Auschwitz e emoções levadas ao extremo.

Segundo especialistas em quadrinhos a arte de Spiegelman é muito bem feita, poderosa e tocante, contribuindo para a manutenção da memória das vítimas do Holocausto.

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2 comentários

  1. Achei bem interessante vou ver se compro online Juliane você já percebeu que tem pouquíssimo material sobre o exercito imperial japonês ? os japoneses cometeram inúmeras atrocidades na época e quase nada foi documentado seja em livros,filmes ou doc. como a temida unidade 731 onde os prisioneiros chineses eram expostos as mais sádicas experiencias por parte de médicos e cientistas liderados pelo general Shiro Ishii também conhecido como o Menguele japonês,ainda existe a história que o exercito japonês praticava o canibalismo mas penso que ai já era lenda urbana Sei que muitos desses criminosos de guerra foram ”perdoados ” porque fizeram acordos com os americanos em troca de informações sigilosas.abraços !

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