Resenha livro: Psicanálise do Antissemitismo – Rodolphe Loewenstein

Rodolphe Loewenstein (1878 – 1976) foi um psicanalista nascido em Lodz na Polônia, falecido em Nova York, Estados Unidos.

A palavra antissemitismo foi cunhada pela primeira vez por um jornalista alemão Wilhelm Marr, que significa ódio e fobia aos judeus. Apesar do judeu não ser o único povo semita (os árabes também são) esse conceito está vinculado aos judeus.

O que está por trás da mente antissemita?

O homem é muito atraído pela possibilidade de saciar seus instintos de crueldade em vítimas indefesas.

E quando há propaganda ou uma ideologia dá a justificativa, a tentação é invencível.

O antissemitismo permitiu que muitos algozes satisfizessem seus instintos sádicos com os judeus, visto que, a comunidade judaica não podia portar armas (só os nobres podiam) e por ser uma minoria se torna indefesa.

Ilan Halimi um jovem judeu de 23 anos, morador de Paris, trabalhava numa loja de celulares. Foi assassinado pela “Gangue dos Bárbaros”, depois de ser sequestrado e mantido 3 semanas em cárcere, onde foi brutalmente torturado. Halimi foi encontrado nu, amarrado em uma estação de trem, seu corpo estava queimado e com várias perfurações. A justificativa dada pelo líder dos “Bárbaros” foi: “A causa Palestina”.

As justificativas para os ataques contra os judeus podem ser várias e elas mudam ao longo do tempo.

Nesse caso pode ser “os judeus mataram Jesus”, então eles não merecem viver, “os judeus são uma raça inferior”, estão contaminando os arianos, “os judeus estão por trás dos comunistas soviéticos e dos liberais norte-americanos”, mesmo sendo ideologias opostas, “causa palestina” e “os judeus tem dinheiro”.

Aliado a isso temos a repressão sexual. Quanto mais os indivíduos são reprimidos mais perturbados eles são.

Pelo nazismo os judeus foram acusados de dominarem tanto os Estados Unidos, quanto a URSS, também eram considerados uma “raça” inferior. Na foto vemos crianças judias libertadas de Auschwitz-Birkenau.

No caso dos homens que possuem uma masculinidade frágil, ele pode direcionar a sua violência em cima de uma minoria desprotegida que pode ser o judeu.

No caso da justificativa em relação a riqueza dos judeus há o estereótipo do judeu agiota que remonta à Idade Média.

Judeus assassinados em um pogrom na Romênia em 1941. Nesses ataques muito comuns no Centro e Leste Europeu hordas fanáticas de cristãos atacavam aldeias judaicas, estuprando mulheres, crianças e matando os homens. A justificativa dada: “Os judeus mataram Jesus.”

A comunidade judaica era proibida de possuir terras e de trabalhar nelas (eles não podiam ser servos). Então, sobrava para os judeus trabalhos que os europeus não podiam ou não queriam fazer, como por exemplo, o empréstimo a juros.

Mirelle Knoll uma senhora judia de 85 anos, sobrevivente do Holocausto foi assassinada e queimada pelo seu vizinho que estava envolvido com grupos de extremistas islâmicos. O rapaz já havia sido acusado de estupro de uma menina de 12 anos. A justificativa dada por ele para cometer o crime: “Os judeus tem dinheiro.”

Quando o indivíduo se vê numa sociedade, em que ele não tem poder nenhum, é pobre e tem dificuldades de se integrar, ele pode direcionar o ódio àqueles que tem dinheiro, no caso o judeu estereotipado.

Vale lembrar que existem indivíduos judeus de todas as classes sociais, banqueiros inclusive, assim como os cristãos.

No caso do antissemitismo é muito comum o mecanismo de projeção. A projeção é um mecanismo de defesa psíquico inconsciente, na qual se projeta no outro, aquilo que ele tem e que não é aceito socialmente.

Como o judeu é o “outro”, ou seja, uma minoria diferente, é mais fácil projetar nele o que é inaceitável pelo social.

Eu simplifiquei bastante os conceitos abordados pelo autor, se você quiser se aprofundar eu sugiro que você leia o livro.

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