Resenha conto: “A História do meu pombal”. In: No Campo da Honra – Isaac Bábel

Isaac Bábel (1894 – 1940) tornou-se um escritor conhecido após publicar “O Exército de Cavalaria”, em 1926.

Criado no meio de judeus russos recebeu influência da cultura judaica tradicional, mas ao mesmo tempo que viveu intensamente a sociedade russa.

Figura enigmática, amigo de Maxime Gorki que o incentivou a publicar seus contos, foi assassinado pelo regime soviético acusado de “atividades antissoviéticas e espionagem”, foi sumariamente fuzilado.

Isaac Bábel criança.

O livro traz contos de todas as fases de sua vida desde seu primeiro conto de 1913, até o último “O Julgamento” de 1938.

Os temas principais de sua obra, são retratos da sua infância no bairro judeu de Moldovanka em Odessa, Ucrânia, histórias de sua juventude aventureira e contos surpreendentes que tem a guerra como pano de fundo.

No conto “A História do Meu Pombal”, Bábel narra ao que parece uma passagem de sua infância.

Escritor Isaac Bábel.

O número de vagas destinadas aos judeus era restrito ao que hoje no Brasil seria passar do Fundamental I para o Fundamental II.

Para que o narrador passasse para a próxima etapa, ele teria que tirar a nota máxima, que era 5+.

Para isso ele estudou gramática russa e aritmética como ninguém, só que no final o pai de outro menino acabou subornando os professores e o narrador ficou sem a vaga.

Posteriormente, os professores vendo a injustiça aplicou mais uma prova e Bábel passou.

Como prêmio por esse feito, o pai do garoto deu-lhe dinheiro para que ele comprasse os pombos que ele tanto queria.

Nesse ínterim, o menino vê todo o tipo de gente e de antissemitismo.

Moldorovanka (bairro judeu de Odessa, Ucrânia .

Após comprar os pombos, o garoto os colocou em seu peito e seguiu em direção a sua casa.

No caminho ele encontrou um rapaz aleijado, chamado Makarenko, que começou com um discurso estranho:

“Teria Deus me escolhido? – disse ele e pegou o saco que confortava meu coração.

Com a mão gorda o aleijado remexeu os pombos e puxou para fora uma pomba vermelho cereja;

– Pombos – disse Makarenko e, rangendo as rodas, aproximou-se de mim-, pombos – repetiu ele e me esbofeteou.”

Enquanto isso a esposa desse homem, chamada Katiúcha, xingava os judeus.

Quando ele se levantou suas faces estavam ensanguentadas com a sujeira da ave que tinha sido esmagada. Enquanto isso barulhos de cavalos passavam por ele.

Nesse caos, havia um mujique suado gritando palavras incomuns, numa língua misteriosa, não russa (ucraniano).

Nesse momento podemos já depreender que tem um pogrom acontecendo.

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