Resenha livro: “Eu Sou o Último Judeu”. Treblinka (1942-1943) – Chil Rajchman

“Ao chegarmos a esse campo abominável, somos recebidos com vergastadas, que chovem sem trégua.

Nossa atividade consiste em recolher areia de um monte e carregá-la em carrinhos de mão para outro monte. Quase desmaio nos primeiros minutos. Ainda não sei o que carrego nem para onde carrego.

Mas quando chego ao lugar onde esvaziamos os carrinhos de mão, constato que despejamos areia sobre corpos que foram atirados em valas.”

Chil Rajchman conheceu o inferno na Terra. Um inferno chamado Treblinka.

Em “Eu Sou o Último Judeu”, ele nos conta a sua experiência.

Treblinka foi um campo de extermínio nazista localizado na Polônia, ocupada pelos alemães.

O local ficava a 4 Km da estação ferroviária de Malkinia, na linha principal de Varsóvia para Bialystok.

Ele foi construído para assassinar pessoas simplesmente, visto que, não havia nem empresas no local que utilizava mão de obra escrava como acontecia em Auschwitz-Birkenau.

Consta que cerca de 925 mil pessoas foram assassinadas em Treblinka a maioria judeus.

Após uma revolta dos prisioneiros apenas 15 sobreviveram e Chil foi um deles.

O campo de extermínio foi desativado pelos nazistas e no local, eles colocaram um fazendeiro ucraniano como guarda.

Ele nos conta como era a sua rotina em Treblinka. Tudo seguia uma ordem.

Primeiramente, chegava um trem de gado lotado de judeus, enquanto uma orquestra de prisioneiros tocava. O objetivo era acalmar as pessoas.

Depois as mulheres eram separadas dos homens, os nazistas mandavam os judeus escreverem seus nomes nas malas, porque eles iriam retirar depois.

Nesse interim, as mulheres e os homens tinham seus cabelos raspados e depois iam para “tomar banho”, o banho era a câmara de gás.

Uma minoria ficava temporariamente viva para fazer trabalhos internos, como separar os objetos de valor, que iam para Alemanha, raspar os cabelos dos internos, retirar as pessoas mortas das câmaras de gás e jogar as pessoas nas valas comuns e retirar as próteses dentárias de ouro.

Chil nos conta do extremo sadismo dos SS e dos guardas ucranianos, que deixavam as mulheres nuas no relento em temperaturas de 30 graus negativos, os espancamentos, as humilhações, a falta de comida, higiene e os abrigos precários.

Ele nos conta de um SS, que andava com um cachorro, que sob suas ordens estraçalhava uma pessoa.

A violência ocorria de forma sempre gratuita.

Os internos perceberam que os nazistas estavam ocultando seus crimes de guerra, colocando fogo nos cadáveres nas valas comuns.

Então, eles entenderam que ninguém sairia dali vivo, que o objetivo era matar a todos.

Assim, os prisioneiros organizaram uma revolta e assassinaram a maioria dos guardas ucranianos e os SS.

Chil consegue sobreviver com muito custo e com ajuda de pessoas desconhecidas.

Após a guerra, Rajman se mudou para o Uruguai, onde se casou e teve três filhos, vindo a falecer em 2004.

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2 comentários

  1. Oi Juliana tudo bem ? com certeza essa triste/dramática estória daria um filme,uma série,um documentário etc.terminei de ler o livro ”O homem do castelo alto” e sendo sincero foi uma grande decepção pois na verdade o tema central (se os NS tivessem vencido a guerra) foi apenas um pano de fundo para uma narrativa sem pé nem cabeça,o livro é bem escrito mas em termos históricos deixou muito a desejar,afinal tinha tanta coisa para explorar na história do nazismo como o projeto Lebensborn,a sociedade Thule,a energia Vril e o Sol Negro,as expedições na Atlântida,a construção dos discos voadores e do sino nazista nada disso é citado no livro,infelizmente. Abraços !

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